Novo diretor quer transformar a PSP numa "polícia de todos". MAI promete valorizar agentes que andam nas ruas
O novo diretor nacional da PSP, superintendente-chefe Pedro Moura, prometeu esta terça-feira, 13 de outubro, transformar a polícia numa “organização inteligente” e aproximá-la de todos os portugueses e cidadãos estrangeiros residente no país.
No discurso da posse, uma cerimónia que decorreu no Ministério da Administração Interna e que foi presidida pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro, Pedro Moura avançou com “os cinco compromissos estratégicos fundamentais” que vão nortear o seu mandato à frente da Polícia de Segurança Pública.
“O meu primeiro compromisso é com os homens e mulheres da PSP.
Valorizar os nossos profissionais significa investir na sua formação contínua, garantindo que possuem as ferramentas intelectuais e operacionais para lidar com as novas formas de criminalidade.
Significa, também, cuidar da sua saúde e bem-estar” , disse.
Pedro Moura frisou que não se pode exigir que protejam os outros se não se garantir “que eles próprios se sentem protegidos pela instituição” e avançou que pretende reforçar “o apoio social, rever as condições de trabalho e promover uma cultura de liderança baseada na integridade e no mérito”.
“A PSP deve ser uma carreira atrativa, capaz de captar e reter os melhores talentos da nossa sociedade, oferecendo-lhes uma perspetiva de futuro digna e motivadora” , sublinhou, prometendo um trabalho conjunto com os sindicatos da PSP.
Outro dos compromissos “foca-se na transformação da PSP numa organização inteligente” através da simplificação de processos, eliminação de burocracias e a digitalização.
“O terceiro compromisso obriga-nos a olhar para o nosso dispositivo territorial e funcional.
O mundo mudou, as cidades cresceram e os fluxos populacionais alteraram-se.
A PSP deve ter a agilidade necessária para reorganizar os seus recursos onde eles são mais precisos” , disse, garantindo uma resposta operacional “rápida, eficaz e adequada à especificidade de cada ocorrência” .
O quarto compromisso traçado por Pedro Moura é tornar a PSP “a polícia de todos”, nomeadamente “dos portugueses que aqui constroem as suas vidas e de todos os cidadãos estrangeiros que, em número crescente, escolhem Portugal para visitar, investir, trabalhar ou residir” .
“A nossa capacidade de acolher com segurança é um dos nossos maiores ativos estratégicos.
A PSP continuará a ser o garante de que qualquer pessoa, independentemente da sua origem, se sinta segura nas nossas ruas.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.