Carrilho diz que "único problema que existiu para ministro foi o SIRESP"
A nova polémica que entrou sem pedir licença pelo Ministério da Administração Interna (MAI) continua a dar que falar esta terça-feira, já depois da troca de considerações entre Luís Neves, ministro da tutela, e Ricardo Carrilho, ex-secretário-geral do MAI (SGMAI), demitido ontem.
Em entrevista à SIC Notícias, o antigo responsável começou por ser questionado em relação às acusações que fez ao MAI esta manhã, sobre a alegação de que a "sra. chefe de gabinete do senhor ministro desde o início que disse que proibiam de mandar e-mails e de mandar comunicações".
"Em várias ocasiões houve indicação por parte do sr. ministro de que eu não deveria remeter comunicações escritas, de que eu não deveria inundar as caixas do correio do sr. ministro e secretários de Estado com e-mails ou ofícios; de que tudo se resolvia em reuniões de 15 minutos em que, alegadamente, falaria com o sr. ministro e resolveríamos as questões" , afirmou, acrescentando: "Questões estas que relevam de milhões de financiamento - quer nacional, quer europeu." Questionado sobre se interpretou esta posição com como uma informalidade, o ex-secretário-geral do MAI apontou: "Interpretei isto como uma forma de gerir, que não é aquela que me parece adequada, tendo em conta o que determina o Código de Procedimento Administrativo e o Código de Contratos Públicos.
Uma forma de gerir que não permite à administração salvaguardar o seu próprio funcionamento e garantir que há um histórico relativamente a tais processos e a quem toma as decisões quanto aos mesmos." Já confrontando sobre se alguma vez cedeu a um destes pedidos, Ricardo Carrilho disse que não.
"Aliás, se calhar esse é o problema.
Nós, no fundo, assegurámos - e segundo o próprio, o senhor ministro reconheceu ontem - resultados excecionais na execução da própria secretaria-geral ao longo do último ano e meio".
O antigo SGMAI enumerou depois alguns exemplos, como a área tecnológica, da conservação de postos e quadros da Guarda Nacional Republicana, a área dos assuntos jurídicos e contenciosos e outros.
Rejeitando que qualquer um desses tenha sido, alguma vez, um problema para Luís Neves, acrescentou: "O único problema que existiu para o sr. ministro foi o SIRESP.
E foi a tentativa, por mais variadas ocasiões, que a secretaria-geral assumisse responsabilidades que não são suas e relativamente às quais nós sempre recusámos, no fundo, poder diligenciar sem termos competência legal para o efeito." Já questionado sobre a razão de o SIRESP ter sido 'chamado', Ricardo Carrilho disse que aquilo que podia dizer era que tinha "dez folhas de A3 com pendentes no gabinete do sr.
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