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"Ação". Mongólia pede ação na abertura da COP17 sobre desertificação

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"Ação". Mongólia pede ação na abertura da COP17 sobre desertificação

F alando na cerimónia de abertura, Nyam-Osoryn Uchral apelou aos participantes na cimeira para decidirem "ações concretas" para que esta não fique pela repetição de declarações de reuniões anteriores, observando que aproximadamente 80% do território mongol já sofre com a degradação dos solos.

Uchral pediu progressos concretos, como aumentar o investimento na restauração de terras, dar um papel central a pastores e comunidades locais na tomada de decisões e apostar na ciência e inovação para o desenvolvimento de soluções reais.

Sob o lema "Restaurar a Terra. Restaurar a Esperança", esta é a primeira das três grandes cimeiras ambientais planeadas para este ano, reunindo mais de 10.000 participantes, incluindo delegados dos 197 membros da convenção, com o objetivo de encontrar soluções para os desafios interligados da desertificação, degradação dos solos e seca.

No seu discurso de abertura da COP, a secretária executiva da UNCCD alertou que a degradação dos solos e a seca "não são problemas ambientais distantes" e estão já a afetar a produção de alimentos, a água de que as comunidades dependem e a resiliência das economias.

Yasmine Fouad defendeu que a COP17 seja "uma cimeira de implementação", considerando que o mundo não carece de soluções, mas sim da capacidade de as implementar em larga escala.

Também exortou Ulan Bator a mobilizar a liderança política, o investimento e as parcerias necessárias para passar "dos compromissos a resultados mensuráveis no terreno".

Segundo a ONU, "a degradação dos solos já afeta até 40% das terras do mundo", o que prejudica milhares de milhões de pessoas em todo o mundo, e o problema gera "impactos de longo alcance na produção de alimentos, na disponibilidade de água, nos meios de subsistência e na estabilidade económica".

Até 3,2 mil milhões de pessoas em todo o mundo são afetadas pela degradação dos solos, a seca e as tempestades de areia e poeira.

A conferência, que decorre até dia 28, conta com quatro dias temáticos dedicados ao financiamento, água, relação entre terra e pessoas, e sistemas alimentares e saúde do solo.

Para a segunda semana, estão previstas discussões ao nível de ministros sobre: mecanismos financeiros inovadores para conseguir terras saudáveis, resiliência à seca e restauração de pastagens e bem-estar das comunidades pastoris.

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