Juros da dívida quebram recordes de duas décadas nos EUA e na Alemanha
Os mercados de dívida entraram esta segunda-feira numa zona que não pisavam há quase duas décadas.
Os sinais de alarme chegam dos EUA, com os títulos a 10 anos a chegarem a negociar com uma yield acima dos 5% , um patamar que só tinha sido tocado uma vez desde junho 2007, enquanto na Alemanha o retorno da dívida a 10 anos, referência para toda a Zona Euro, chegou a negociar no valor mais alto desde 2009.
O movimento, impulsionado por uma nova subida do petróleo nos mercados internacionais, ameaça encarecer o crédito em todo o mundo , dos empréstimos bancários às emissões de dívida de empresas e Estados, num momento em que os principais bancos centrais preparam-se para encarecer o preço do dinheiro.
A yield das obrigações do Tesouro dos EUA a 10 anos chegou a marcar 5,012% esta tarde , segundo dados da Refinitiv, recuando depois para para valores próximos dos 4,9% à medida que investidores aproveitaram os juros mais altos para comprar dívida – atualmente, as Treasuries a 10 anos negoceiam com uma taxa média ponderada de 4,95%.
Na Alemanha, a yield das Bunds a 10 anos fixou-se em 3,554% , depois de uma subida acumulada superior a 16 pontos base ao longo da semana anterior, a maior variação semanal desde o início do conflito no Irão.
A escalada dos juros está ligada à subida do preço do petróleo , depois de ataques a infraestruturas na Arábia Saudita terem forçado o encerramento de um oleoduto e reacendido receios sobre o abastecimento global, em função dos efeitos de contágio que daí geram na inflação.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.