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Cardiologistas redefinem insuficiência cardíaca: coração “normal” pode não estar saudável

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Cardiologistas redefinem insuficiência cardíaca: coração “normal” pode não estar saudável

A insuficiência cardíaca acaba de ganhar uma nova definição universal. Cardiologistas internacionais atualizaram os critérios de diagnóstico e deixam um alerta importante: um coração com valores aparentemente normais pode, afinal, não estar saudável.

Durante décadas, uma das principais referências para avaliar o funcionamento do coração foi a quantidade de sangue que este consegue bombear a cada contração. Contudo, uma nova definição internacional de insuficiência cardíaca vem alterar esta abordagem: ter uma fração de ejeção considerada normal não significa necessariamente que o coração esteja saudável .

A mudança resulta da segunda Definição Universal de Insuficiência Cardíaca, desenvolvida por algumas das principais organizações de cardiologia mundiais, incluindo a American Heart Association (AHA), American College of Cardiology (ACC), European Society of Cardiology (ESC) e World Heart Federation (WHF).

A insuficiência cardíaca não significa que o coração tenha parado . Trata-se de uma síndrome clínica em que uma alteração estrutural ou funcional compromete a capacidade do coração para bombear sangue ou para se encher adequadamente.

Entre os sinais e sintomas típicos encontram-se falta de ar durante o esforço, dificuldade em respirar quando se está deitado, inchaço abdominal ou das pernas e determinados sinais detetáveis durante o exame médico.

O problema é significativo à escala mundial. Estima-se que a insuficiência cardíaca afete mais de 55 milhões de pessoas , sendo uma das principais causas de hospitalização.

Uma das principais alterações introduzidas pelo novo consenso está relacionada com a chamada fração de ejeção , ou EF.

Este valor representa a percentagem de sangue que o ventrículo esquerdo expulsa em cada contraçã o. Durante muito tempo, determinados valores foram utilizados para separar diferentes tipos de insuficiência cardíaca e até para determinar quem poderia participar em ensaios clínicos.

Mas há um problema: a fração de ejeção, isoladamente, não consegue confirmar nem excluir uma insuficiência cardíaca .

Os próprios autores salientam que os limites usados anteriormente eram, em parte, arbitrários. Além disso, os valores podem variar em função de fatores como idade, sexo e características individuais.

Assim, uma pessoa pode apresentar uma fração de ejeção aparentemente normal e, ainda assim, ter insuficiência cardíaca.

A nova definição procura, por isso, afastar-se de limites rígidos baseados exclusivamente na fração de ejeção.

O diagnóstico passa a ser entendido como uma avaliação conjunta de vários elementos: sintomas, exame clínico, análises ao sangue e técnicas de imagem.

Podem ser considerados, por exemplo, os níveis de BNP ou NT-proBNP , biomarcadores utilizados na avaliação da insuficiência cardíaca, juntamente com ecocardiogramas, radiografias, tomografia computorizada ou ecografia pulmonar para procurar sinais de congestão ou alterações das pressões cardíacas.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em pplware.sapo.pt — o conteúdo pertence a Pplware.

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