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Estados Unidos aprovam venda de 48 caças F-35 à Arábia Saudita

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Estados Unidos aprovam venda de 48 caças F-35 à Arábia Saudita

"A venda proposta aumentará a capacidade da Arábia Saudita de dissuadir as ameaças atuais e futuras, reforçando a sua defesa nacional e melhorando a interoperabilidade com as forças norte-americanas", afirmou a diplomacia de Washington em comunicado.

A Arábia Saudita há muito que procura adquirir caças F-35, mas Israel — o único país da região a operar estes aviões de combate — manifestou fortes reservas.

O valor da transação hoje anunciada ascende a 24,3 mil milhões de dólares (21,1 mil milhões de euros), segundo o comunicado do Governo norte-americano, que frisa que a transferência deste equipamento "não irá alterar o equilíbrio militar na região".

A venda "aumentará o número de aeronaves operacionais da Arábia Saudita e reforçará as suas capacidades de autodefesa ar-ar e ar-solo", segundo o Departamento de Estado, que disse já ter informado o Congresso norte-americano para que o negócio seja aprovado, em conformidade com a legislação nacional.

Esta é a mais recente de uma série de grandes compras de equipamento militar da Arábia Saudita durante este ano, em pleno conflito na região, iniciado em 28 de fevereiro com a ofensiva israelo-americana contra o Irão, a que se seguiu o reatamento dos confrontos entre os Huthis e as forças do Governo do Iémen, apoiado por Riade.

Após anos de relativa calma, a guerra voltou há dois meses ao Iémen, que foi arrastado para o conflito regional desencadeado pela ofensiva dos Estados Unidos e Israel contra a República Islâmica.

Os Huthis lançaram desde a semana passada operações militares no Iémen contra as posições das forças do Governo internacionalmente reconhecido e tomaram posições no oeste do país, ao longo da costa do mar Vermelho e aproximando-se do estratégico estreito de Bab el-Mandeb.

Esta passagem marítima tem sido usada como alternativa ao estreito de Ormuz, que foi por sua vez colocado sob ameaça militar desde fevereiro pelas forças iranianas, afetando o trânsito de 20% do comércio mundial de hidrocarbonetos e a economia global.

O recomeço dos confrontos no Iémen levou a bombardeamentos cruzados entre as forças de Riade e os Huthis, que colocaram também sob bloqueio os navios sauditas que transitam no mar Vermelho.

Os Huthis alegam que as suas operações no Iémen não constituem qualquer ameaça ao corredor marítimo do mar Vermelho, exceto para os navios pertencentes à Arábia Saudita, o maior exportador mundial de petróleo bruto.

Na quarta-feira, Riade acusou os rebeldes de atacarem a cidade sagrada de Meca, que recebe milhões de peregrinos, sunitas e xiitas, todos os anos, provocando uma forte reação no mundo árabe e muçulmano.

Os Huthis negaram veementemente as acusações, afirmando que estavam a atacar apenas instalações petrolíferas ou bases militares, "longe de locais sagrados".

A União Europeia transmitiu hoje a sua "total solidariedade" à Arábia Saudita e pediu aos Huthis que cessem "todas as ações militares".

O portal Axios revelou no final da semana passada, citando dois responsáveis de Washington, que o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recusou pedidos do príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman, para atacar os Huthis, alegando que não quer desviar-se do foco

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