Daniel Chapo apresenta no Brasil nova fase energética de Moçambique
A o discursar na abertura do Fórum Rio Petróleo e Gás 2026, Chapo destacou as oportunidades de investimento em Moçambique e convidou empresas brasileiras a participarem na expansão da indústria energética e das cadeias de valor nacionais.
O chefe de Estado defendeu uma utilização dos recursos energéticos que vá além da exportação, apostando na produção de eletricidade, fertilizantes e petroquímicos, no desenvolvimento da agricultura e na criação de novas indústrias e empregos.
"Queremos produzir e exportar energia, mas queremos, sobretudo, utilizá-la para industrializar Moçambique, aumentar a produção nacional, desenvolver a agricultura e o agronegócio, produzir fertilizantes, alimentar novas indústrias e criar empregos", afirmou.
Chapo defendeu também uma transição energética que considere as necessidades de desenvolvimento africanas, argumentando que o continente precisa de energia para industrializar, levar eletricidade às famílias, alimentar fábricas e produzir fertilizantes.
"A transição energética não pode significar transição sem energia", afirmou, defendendo que não haverá uma transição verdadeiramente justa se a energia limpa estiver disponível apenas para alguns enquanto outros permanecem em situação de pobreza energética.
O Presidente considerou o gás natural parte de uma transição "pragmática e responsável", defendendo que sustentabilidade ambiental e desenvolvimento devem avançar em conjunto.
O Presidente destacou ainda a nova Lei do Petróleo, aprovada em junho, que, segundo afirmou, pretende assegurar previsibilidade jurídica, estabilidade fiscal, transparência regulatória e proteção jurídica aos investidores.
Segundo Chapo, a nova legislação estabelece uma quota mínima de 25% do petróleo e gás para o mercado interno e para a industrialização, destinada a gerar eletricidade, produzir fertilizantes e petroquímicos e alimentar novas indústrias.
Destacou ainda a importância do conteúdo local para desenvolver empresas moçambicanas, promover a transferência de tecnologia e aumentar a participação nacional nas cadeias de fornecimento ligadas aos grandes projetos energéticos.
"Para Moçambique, exportar o gás é parte do resultado, não o resultado completo", disse, defendendo que o valor dos recursos também deve ser medido pela electricidade produzida, pelas fábricas abastecidas, pelos empregos criados e pelas empresas moçambicanas desenvolvidas.
O Presidente moçambicano apontou especificamente para o Brasil, destacando a experiência do país em águas profundas, sistemas submarinos, engenharia de grandes projetos, fabricação, logística 'offshore', manutenção e desenvolvimento de cadeias de fornecedores.
"Não procuramos apenas fornecedores.
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