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Libéria recebe primeiros 20 de até 1.200 deportados pelos EUA

Notícias ao Minuto - Mundo ·
Libéria recebe primeiros 20 de até 1.200 deportados pelos EUA

O grupo chegou ao Aeroporto Internacional Roberts, nos arredores de Monróvia, sendo o primeiro abrangido por este acordo em que a Libéria aceitou acolher cidadãos de países terceiros, que não podem legalmente ser devolvidas aos seus países de origem, nomeadamente por razões de perseguição política.

Os 1.200 deportados incluem cidadãos africanos, bem como cidadãos da América do Norte, América do Sul e Caraíbas, de acordo com o Ministro da Informação da Libéria, Jerolinmek Piah.

Durante uma conferência de imprensa na terça-feira, o Ministro da Justiça da Libéria, Natu Oswald Tweh, afirmou que a maioria dos deportados tinha cometido violações e delitos relacionados com a imigração e que seriam recebidas como "convidados, estando livres para "sair do país quando assim o desejarem" ou para ficar e requerer asilo.

Ao abrigo de uma série de acordos frequentemente secretos, a administração norte-americanos, do Presidente Donald Trump, deportou já milhares de pessoas para quase duas dezenas de países que não são os seus, segundo os especialistas, sendo 10 em África.

Os advogados de imigração afirmaram que a administração Trump utiliza as deportações para países terceiros como uma brecha legal para forçar indiretamente os requerentes de asilo a regressar aos seus países de origem.

Em muitos casos, os migrantes são deportados para países que nunca visitaram ou onde enfrentam riscos de segurança e não têm outra opção senão regressar aos países de origem dos quais estavam a fugir.

O acordo entre a Libéria e os EUA representa uma das maiores deportações de países terceiros impulsionadas pela repressão da imigração promovida pelo Presidente dos Estados Unidos.

Desde janeiro de 2025, a administração Trump celebrou acordos de transferência de imigrantes para países terceiros com mais de 35 países, deportando mais de 23.000 pessoas para 26 países terceiros dos quais não eram originárias, até ao início de agosto de 2026, de acordo com as organizações Human Rights First e Refugees International.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.noticiasaominuto.com — o conteúdo pertence a Notícias ao Minuto - Mundo.

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