Navio sul-coreano segue para a Europa pela rota marítima do Ártico
Este navio, da companhia local PanStar Line Dot Com, deverá fazer escala nos portos europeus de Felixstowe (Inglaterra), Roterdão (Países Baixos) e Gdansk (Polónia), antes de regressar.
Embora se tenha tornado mais navegável devido ao aquecimento global, esta rota marítima apresenta inúmeras limitações que restringem o seu potencial comercial e suscitam receios ambientais.
Os países asiáticos, cujo abastecimento de hidrocarbonetos foi fortemente afetado pela guerra desencadeada há cerca de seis meses pela ofensiva americano-israelita contra o Irão, veem nela uma forma de diversificar as suas opções.
A rota ártica "está destinada a tornar-se uma alternativa às rotas do Médio Oriente", afirmou, recentemente, o vice-ministro sul-coreano dos Oceanos, Nam Jae-hon.
Desde o início do ano, com o bloqueio do estreito de Ormuz por Teerão e as ameaças dos houthis à travessia do Mar Vermelho, num contexto de conflito com os Estados Unidos, o tráfego marítimo entre a Ásia e a Europa passa agora pelo Cabo da Boa Esperança, a sul do continente africano.
Ao passar pelo Ártico, as distâncias percorridas são reduzidas em 30 a 40% em comparação com a rota pelo Canal do Suez, no Egito, e em quase metade em comparação com a rota pelo Cabo da Boa Esperança, de acordo com um estudo da seguradora de crédito Coface, publicado em abril.
O estreito de Ormuz, entre o Irão e Omã, é uma das principais rotas mundiais para o transporte de petróleo e gás e tornou-se um dos principais pontos de tensão no conflito entre os Estados Unidos e o Irão.
O Irão autorizou que "vários" petroleiros iraquianos atravessem o estreito de Ormuz, após a visita ao país vizinho do presidente do Parlamento e principal negociador iraniano, Mohamad Baqer Qalibaf, informou a agência estatal IRNA.
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