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Microsoft alerta que China não deve servir de desculpa contra salvaguardas de segurança da IA

Jornal Económico ·
Microsoft alerta que China não deve servir de desculpa contra salvaguardas de segurança da IA

O responsável pela área de inteligência artificial (IA) da Microsoft, Mustafa Suleyman, defendeu que a competição com a China não deve servir de desculpa contra a implementação de salvaguardas de segurança da tecnologia, os chamados ‘guardrails’ na expressão inglesa.

“Não acho que devamos usar a China como bode expiatório para justificar o nosso próprio atraso em segurança da IA”, disse no programa GPS da CNN, em declarações transcritas pela agência noticiosa Bloomberg.

Mustafa Suleyman referiu que quem desenvolve IA deve definir metas para que os seus modelos sejam “limitados pelo código humanista” que acredita que todos no setor “deveriam estabelecer para eles, ou seja, que tenham diretrizes claras”, acrescentando que a regulamentação da tecnologia “não deve ser vista como algo mau” mas como uma criação de normas para “aumentar a segurança”.

Este debate em torno da segurança da IA surge depois do CEO da Anthropic, que detém o modelo de linguagem Claude, defender que se deveria abrandar o ritmo de desenvolvimento dos modelos mais avançados de IA.

Esta posição tem reunido apoios e oposição.

Entre o campo de apoiantes surgiram o CEO da Tesla e da SpaceX, Elon Musk e o CEO da OpenAI (que detém o ChatGPT), Sam Altman, e também o líder da Google DeepMind.

Contudo a ideia de Dario Amodei foi rejeitada pelo CEO da Meta , Mark Zuckerberg, pelo CEO da Nvidia, Jensen Huang, e também pelo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump .

No caso de Jensen Huang, que lidera a cotada mais valiosa do mundo, referiu que cabe aqueles que desenvolvem os modelos de IA agir de forma responsável.

“Corram o mais rápido que puderem.

Mas se, em algum momento, sentirem que a empresa está fora de controlo ou que o produto não será seguro, parem e certifiquem-se de que fazem tudo bem”, referiu, em declarações transcritas pela CNBC.

Quanto à Amazon defendeu que os modelos de inteligência artificial devem ser lançados apenas após testes rigorosos, de acordo com agência noticiosa Bloomberg.

“Não vemos isto como uma escolha entre progresso e segurança.

Os modelos devem ser lançados quando estiverem prontos e seguros para utilização, o que resulta de testes rigorosos e de fortes medidas de segurança.

Existem riscos se isso não acontecer coletivamente, e acreditamos que, como indústria, em parceria com o governo, trabalharemos para implementar as proteções adequadas”, disse o porta-voz da Amazon, Tom Parnell, num e-mail, citado pela Bloomberg.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jornaleconomico.sapo.pt — o conteúdo pertence a Jornal Económico.

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