Qual o plano do governo com a reentrada na REN?
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Esta é a história do dia da Rádio Observador. Qual é o plano do governo com a reentrada na REN? Nós fazemo-lo não para renacionalizar esta empresa. Nós fazemo-lo pra estar lá dentro para salvaguardar o interesse estratégico de Portugal na sua infraestrutura elétrica. Luiz Montenegro explicou, desta forma, a reentrada do Estado português no capital da REN. Portugal adquire uma fatia de 13,7% da Redes Energéticas Nacionais, a empresa que gere a rede de transporte de eletricidade e gás natural. O negócio foi anunciado no discurso de Luiz Montenegro na Festa do Pontal, o evento que assinala a reentrada política do PSD. Como escutamos, o primeiro-ministro justificou a opção com a necessidade de salvaguardar o interesse nacional, mas disse também que há a vontade de baixar o preço da energia. Mas será que o Estado vai ter esse poder ao adquirir uma percentagem tão curta? E o que sabemos sobre este negócio? Para além disso, será que esta reentrada na REN pode significar o início de uma fase de investimentos estratégicos do Estado? Falamos sobre isto neste episódio com Ana Suspiro, jornalista do Observador. Eu sou o Miguel Cordeiro e esta é a história do dia de terça-feira, 18 de agosto. Bem-vinda, Ana.
Sim, mas a operação que marcou a saída do Estado, digamos assim, da REN, aconteceu dois anos antes, em 2012, quando foi feito um concurso na altura da Troika, o Estado saiu das empresas de energia e pôs à venda 40% do capital da REN, que vendeu a uma empresa chinesa, a State Grid, que é a REN chinesa, digamos assim, e à Oman Oil, que é uma empresa de Omã. Portanto, o processo começou aí, depois em 2014, já só havia 11% de REN, que foram dispersos em bolsa e o Estado, de facto, saiu totalmente do capital. Mas é interessante recordar a operação que foi feita em 2012, porque na altura o governo de Pedro Passos Coelho defendia que não havia necessidade do Estado ficar no capital da REN, porque era uma concessão e as regras existentes para essa concessão eram suficientes para salvaguardar o interesse público.
Agora temos este regresso, neste caso é uma aquisição do Estado de 13,7%. Sobre esta compra, nós já sabemos valores?
Não sabemos qual foi o preço a que o Estado acordou comprar esta participação, que é comprada ao dono da Zara, Amancio Ortega, que é o homem mais rico de Espanha. Sabemos qual é o valor da cotação da REN no dia em que o negócio foi anunciado, na sexta-feira, e com base no preço desse dia, estamos a falar de um valor da ordem dos 325 milhões de euros.
Portanto, estes 13,7% correspondem a isso, a mais de 300 milhões de euros. Mas isto foi apontado também pelo primeiro-ministro como um bom negócio. Podemos falar disso?
Ainda é um bocadinho cedo para percebermos isso, até porque não sabemos quanto é que efetivamente o Estado vai pagar.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.