Zâmbia reelege Hakainde Hichilema como Presidente
A vitória do chefe de Estado, no poder desde 2021, era amplamente esperada, apesar de Hichilema enfrentar uma dezena de adversários.
O principal concorrente, Brian Mundubile, ex-ministro do Governo de Edgar Lungu (2015-2021), obteve perto de 38% dos sufrágios, segundo a presidente da comissão eleitoral, Mwangala Zaloumis.
Cinco dos 226 círculos eleitorais ainda estão por apurar, mas "os resultados em falta não deverão influenciar de forma significativa o resultado global desta eleição", acrescentou.
O ato eleitoral de 13 de agosto foi marcado por disputas invulgares nesta democracia considerada estável.
Antes da votação, partidos da oposição e organizações da sociedade civil tinham alertado para o estreitamento do espaço político, invocando restrições impostas à campanha. Posteriormente, a comissão eleitoral decidiu suspender de forma inédita o apuramento devido a "violência".
Persistem dúvidas sobre as detenções de figuras da oposição ocorridas na semana passada e confirmadas apenas no domingo pelo Governo, que justificou a operação, realizada na quinta-feira das eleições, como dirigida contra uma alegada milícia. O partido opositor NRPUP, de Mundubile, afirma que a ação ocorreu na sexta-feira e nega as acusações por parte das autoridades.
A eleição foi amplamente considerada como um referendo ao primeiro mandato de Hakainde Hichilema, durante o qual a economia zambiana voltou a crescer após anos de dificuldades orçamentais.
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