terça-feira, 20 de outubro de 2026 PortaisSobre🌓
🇵🇹 PT ▾
ÚLTIMA HORA
Últimas

Abrandamento da imigração põe em dúvida previsão do Governo para o emprego em 2027

Diário de Notícias ·
Abrandamento da imigração põe em dúvida previsão do Governo para o emprego em 2027

A Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO) tem dúvidas sobre as previsões do Governo para o crescimento do emprego em 2027, questionando também as estimativas relativas ao comportamento dos preços.

Na análise à proposta do Orçamento do Estado para 2027 (OE2027), divulgada esta segunda-feira, a UTAO aponta que a previsão do crescimento do emprego de 1,4% em 2027 "é difícil de conciliar com o abrandamento recente da imigração líquida".

O Ministério das Finanças (MF) "assume um crescimento da população em idade ativa de 0,6% em 2026 e em 2027, o que já incorpora algum abrandamento, mas projeta um crescimento da população ativa de 1,3% em 2027, o que exige uma subida da taxa de participação para 70,2% (+0,5 p.p., 69,7% em 2026)", lê-se no documento.

No entanto, os dados mais recentes "apontam em sentido oposto: a população em idade ativa aumentou, em média, 28 mil pessoas por trimestre em 2025 e apenas 10 mil em 2026, o que deverá refletir um menor saldo migratório".

"A previsão do MF é a mais elevada das instituições de referência (entre 0,4% e 1,3%, BdP: 0,7%) e a sua concretização depende de aumentos continuados da participação e da manutenção de saldos migratórios positivos", indica a UTAO, pelo que, se o emprego crescer menos, as bases da receita fiscal e contributiva ficarão abaixo do previsto.

Além disso, a unidade questiona também as previsões para os preços, tendo em conta que a inflação prevista pelo MF para 2027, medida pelo IHPC, é de 2,3%, "situando se no limite inferior das projeções de referência e coincidindo com as da CE e do FMI (Artigo IV, junho de 2026".

"O CFP [Conselho das Finanças Públicas] considera esta previsão pouco coerente com as hipóteses técnicas do próprio cenário: o MF assume para 2027 o preço do petróleo mais elevado entre as instituições consideradas no parecer (86 dólares por barril, face a 79,2 dólares em média) e a menor redução face a 2026 (−7,1%, contra reduções entre −9,8% e −19,7% nas restantes), mas projeta uma inflação igual à mais baixa das projeções pontuais", explica a UTAO.

O organismo deixa também uma ressalva quanto aos preços do petróleo, apontando que para 2027 o preço do Brent assumido "situa-se próximo ou acima das previsões das instituições nacionais (Banco de Portugal e CFP), mas abaixo do que indicam os futuros mais recentes" .

"Esta diferença evidencia os riscos associados à persistência do choque energético", alerta a UTAO, sendo que "se os preços se mantiverem nos níveis atuais, a inflação e a fatura energética ficarão acima do previsto." Já no que diz respeito ao crescimento da economia, o organismo considera que a estimativa das Finanças para 2026 "é compatível com o crescimento já observado e implica uma desaceleração no 2.º semestre".

Ler a notícia completa no Diário de Notícias ›

Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.

Mais de Diário de Notícias

Ver tudo ›

Mais em Últimas

Ver tudo ›