Hyundai retoma negociações salariais com sindicato após múltiplas greves na Coreia do Sul
O principal fabricante automóvel da Coreia do Sul, Hyundai Motor, retomou hoje negociações salariais com o principal sindicato da empresa, após três paralisações parciais realizadas na semana passada.
Tratam-se dos primeiros diálogos desde 08 de julho, e depois de greves que provocaram perdas estimadas em cerca de 1.270 milhões de dólares (1.160 milhões de euros) em vendas à empresa.
As negociações, que além de aumentos salariais procuram garantias de emprego face à futura introdução de robots nas fábricas da Hyundai, começaram às 14:00 locais (06:00 em Lisboa), após direção e sindicato terem acordado na sexta-feira regressar à mesa de negociações, segundo a agência Yonhap.
Em julho, o sindicato, que representa cerca de 40.000 trabalhadores, realizou três rondas de paralisações em fábricas sul-coreanas, que terão resultado em perdas de pelo menos 1,8 biliões de wons (1.160 milhões de euros), segundo estimativas citadas pela Yonhap.
O sindicato exige um aumento mensal de 149.600 wons (96 euros) e uma bonificação equivalente a 30% do lucro líquido de 2025. A empresa oferece 89.000 wons (58 euros) mais por mês, incentivos adicionais e 15 ações por trabalhador.
As divergências mantêm-se em torno de salários, prémios, aumento da idade de reforma e reintegração de funcionários despedidos em conflitos anteriores.
A negociação inclui ainda exigências de garantias sobre emprego e condições laborais perante a futura introdução de inteligência artificial e robots, questão que o sindicato relaciona com o possível uso do humanoide Atlas, desenvolvido pela Boston Dynamics, filial norte-americana da Hyundai, segundo relatório da federação metalúrgica KMWU.
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