IA detetou falhas críticas nos alicerces da Web: como um erro invisível ameaçou grande parte do mundo digital
Durante mais de uma década, duas linhas impercetíveis de código estiveram silenciosas no coração do motor que processa grande parte da Internet.
Mantiveram-se invisíveis a dezenas de auditorias humanas, testes automatizados e milhares de programadores que mantêm uma linguagem de programação que está presente em cerca de 70% de todos os sites da web a nível global.
Mas bastaram algumas semanas de escrutínio analítico realizado por modelos de inteligência artificial de última geração para que o segredo viesse à tona — desencadeando uma operação internacional de contenção e expondo a extrema fragilidade das fundações do ecossistema digital.
A encabeçar esta descoberta sem precedentes estiveram os mais avançados sistemas de inteligência artificial do planeta.
A brecha foi inicialmente desvendada através do modelo GPT-5.6 Sol, da OpenAI, operado em colaboração com a consultora de cibersegurança Calif no âmbito da iniciativa global "Patch the Planet".
Poucas semanas depois, e de forma totalmente independente, a equipa de investigação da Wiz chegou às mesmas conclusões, recorrendo ao poder de raciocínio profundo do novo Gemini 4 Argon, da Google integrado na sua plataforma de auditoria em cloud .
O facto de os dois maiores ecossistemas de IA do mundo terem convergido na mesma falha invisível transformou este caso na prova definitiva de que as máquinas entraram de vez na linha da frente da segurança informática.
As vulnerabilidades esta quarta-feira (21 de outubro) catalogadas oficialmente como CVE-2026-109618 e CVE-2026-109619 (já apelidadas pela comunidade técnica de "php2shell") receberam a classificação de severidade quase máxima de 9.2 em 10.
O seu impacto prático é devastadoramente simples: permitem a atacantes remotos executar código malicioso no servidor, assumir o controlo das máquinas e aceder a bases de dados confidenciais sem necessidade de qualquer palavra-passe ou autenticação prévia .
A gravidade do achado levou a uma reação em cadeia de escala planetária.
Entidades como o CERT-EU (a equipa de resposta a emergências informáticas da União Europeia), o FBI e a NSA emitiram avisos urgentes dirigidos a governos, operadoras de telecomunicações e gestores de infraestruturas críticas.
A recomendação europeia foi tão drástica quanto reveladora da urgência: os organismos que não consigam aplicar as correções técnicas de imediato devem, pura e simplesmente, retirar os seus portais e serviços do ar.
Da Alemanha aos Países Baixos, passando pela Finlândia, Bélgica e pelo governo escocês, dezenas de páginas de serviços públicos, redes escolares e unidades de saúde suspenderam temporariamente as suas operações para blindar os servidores, de acordo com os boletins internacionais de cibersegurança.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.