Dacia quer crescer, ser acessível e electrificar depressa
Katrin Adt é a CEO da Dacia desde Setembro de 2025, depois de passar pela Mercedes e pela Smart. É esta gestora, que chegou a estudar direito em Coimbra, que é responsável pela estratégia da marca do grupo Renault que dirige, cujos objetivos são louváveis, mas algo difíceis de conseguir, pelo menos no actual panorama da indústria automóvel. Com a generalidade dos construtores a preferem despedimentos e encerramentos de fábricas para enfrentar a diminuição das vendas, a Dacia tem uma estratégia completamente oposta. E, curiosamente, até faz mais sentido, sobretudo depois da marca investir na competição e com sucesso.
A Dacia foi uma criação do Grupo Renault, como um fabricante romeno de veículos simples e baratos, mas o verdadeiro o mercado não estava aí. Para ter sucesso, a Dacia necessitava de evoluir e propor veículos acessíveis, mas desejáveis, que não fizesse os proprietários passar por pobrezinhos, mas sim por clientes que favorecem o value for money, adquirindo apenas o equipamento de que necessitam.
Striker é a carrinha/crossover da Dacia mais perigosa para a concorrência que o Bigster
Desde que esta estratégia foi implementada, ainda antes da Adt entrar a bordo, a Dacia transformou-se num construtor desejável, com modelos versáteis, robustos e capazes de cativar clientes em busca de veículos atraentes mas racionais, versáteis e com espaço, capazes de enfrentar pisos em mau estado com ou sem tracção 4×4. Daí que ao Sandero fosse substituído por outro mais moderno, o mesmo acontecendo com o Duster, que recebeu o reforço de um modelo maior e mais espaçoso, o Bigster. Isto enquanto o eléctrico Spring vai ter direito a uma nova geração, mais sofisticada mas ainda assim a mais acessível dos eléctricos citadinos.
Mas como a ideia da Dacia é crescer, a estratégia é propor mais modelos a combustão e simultaneamente veículos eléctricos. Entre os primeiros, o Striker, com um prelo em Portugal inferior a 25.000€, destaca-se como a primeira carrinha/crossover do construtor, oferecendo espaço sem impôr uma carroçaria volumosa, pesada e necessariamente mais cara, surgindo como uma alternativa ao também novo SUV Bigster.
Mas as maiores novidades da Dacia surgem entre os eléctricos, com a Dacia a prometer 4 novos modelos a bateria, sendo que o primeiro é o novo Spring, que herda a plataforma e a mecânica do Renault Twingo, que já está no mercado, sendo proposto por cerca de 19.500€ com uma autonomia de 263 km, enquanto o modelo equivalente da Dacia será proposto por cerca de 18.000€. Mas Katrin Adt promete que o construtor vai lançar mais três modelos eléctricos, sempre com preços de arromba. E assim, é fácil antever o anunciado crescimento das vendas do construtor romeno do grupo Renault, que certamente disparará igualmente entre os veículos eléctricos a bateria, contando que permaneçam entre os mais acessíveis do mercado, como é tradição na marca.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.