Putin defende alargamento do Conselho de Segurança da ONU na cimeira dos BRICS
Russian President Vladimir Putin attends a televised meeting with officials to assess the consequences of an attack on the Crimean Bridge in Moscow, Russia July 17, 2023. Sputnik/Alexander Kazakov/Kremlin via REUTERS Jornal Económico com Lusa 12 Setembro 2026, 13h44
O líder russo, que na véspera se reuniu com vários dirigentes que participaram na cimeira em Nova Deli, afirmou que a formação de um mundo multipolar enfrenta vários desafios.
Segundo Putin, tal deve-se à “resistência daqueles que estão habituados a pensar em termos coloniais, dividindo, essencialmente, o mundo entre um jardim florescente e uma selva selvagem e vivendo à custa dos outros”.
“Recusam-se a aceitar a realidade em mudança e procuram conter os seus concorrentes em crescimento por todos os meios possíveis. Recorrem a todo o tipo de artimanhas, incluindo guerras tarifárias, sanções ilegítimas, tentativas de ditadura económica, chantagem, ingerência nos assuntos internos e, simplesmente, força bruta”, afirmou.
Além disso, acrescentou Putin, estão a ser reavivadas tensões antigas, provocando novos conflitos e divergências.
“Como resultado, todo o sistema de relações internacionais está a falhar. A eficácia de várias estruturas e instituições multilaterais está a diminuir”, apontou.
“Perante isto, a Rússia atribui uma importância excecional à preservação e ao reforço do papel central das Nações Unidas nos assuntos mundiais”, salientou.
O grupo dos BRICS tem como membros o Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Egito, Etiópia, Irão, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Indonésia.
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