Últimos ataques na Ucrânia demonstram "total depravação" de Moscovo
"É um terror planeado. A Rússia quer tornar as cidades ucranianas inabitáveis", afirmou Kaja Kallas na rede social X.
Segundo o mais recente balanço, pelo menos 19 pessoas morreram e mais de 130 ficaram feridas, incluindo 23 crianças, num ataque de um drone russo num centro comercial em Kryvyi Rig, na região ucraniana de Dnipropetrovsk.
O coordenador humanitário da ONU para a Ucrânia, Matthias Schmale, condenou hoje o "ataque descarado" da Rússia a um centro comercial na cidade ucraniana de Kryvyi Rig, que fez dezenas de mortos e feridos, incluindo crianças.
"As imagens de moradores mortos e feridos num movimentado centro comercial na tarde de sexta-feira são absolutamente estarrecedoras", lamentou Schmale em comunicado.
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, classificou o ataque como um "golpe absolutamente cínico e covarde".
Um segundo ataque foi lançado meia hora depois dos primeiros ataques, enquanto as equipas de resgate operavam, segundo a ONU.
Kryvyi Rig, terra natal de Zelensky, tem sido alvo frequente de ataques aéreos russos desde o início da invasão em larga escala da Ucrânia, em fevereiro de 2022.
O ataque de hoje ocorre apenas 24 horas depois de a Rússia ter bombardeado a capital ucraniana, Kiev, com dezenas de mísseis e drones durante a noite, matando pelo menos 16 pessoas, a poucos dias da celebração do 35.º aniversário da independência da Ucrânia, que se assinala na segunda-feira.
A Rússia invadiu a Ucrânia a 24 de fevereiro de 2022, com o argumento de proteger as minorias separatistas pró-russas no leste e «desnazificar» o país vizinho, independente desde 1991 - após a desagregação da antiga União Soviética - e que tem vindo a afastar-se do espaço de influência de Moscovo e a aproximar-se da Europa e do Ocidente.
No plano diplomático, a Rússia rejeitou até agora qualquer cessar-fogo prolongado e exige, para pôr fim ao conflito, que a Ucrânia lhe ceda pelo menos quatro regiões - Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporijia - além da península da Crimeia, anexada em 2014, e renuncie para sempre a aderir à NATO (Organização do Tratado do Atlântico-Norte, bloco de defesa ocidental).
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