HRW insta Governo espanhol a oferecer opção de asilo a ilegais em Ceuta
A té 20 de agosto, a HRW "não observou indícios de que as autoridades espanholas tenham iniciado processos legais nem avaliações individuais de adultos", pelo que milhares de pessoas estão há quase três semanas na rua em "situação legal indefinida, expostas à violência sexual, sem comida, sem roupa adequada nem instalações sanitárias", afirmou em comunicado a organização não governamental.
"Apesar do desafio que a situação impõe, Espanha deve mobilizar rapidamente recursos suficientes para que haja uma gestão humana e ordenada da crise, para bem tanto dos migrantes como dos residentes de Ceuta", afirma na nota Judith Sunderland, diretora associada da HRW para os direitos das pessoas refugiadas e migrantes.
Sunderland realçou que as autoridades espanholas "não devem permitir que as exigências populistas de deportações maciças e sumárias as impeçam de agir de acordo com as obrigações impostas pelo direito internacional", e pediu que realizem "avaliações justas e individuais dos pedidos de proteção" e tratem os imigrantes com "dignidade".
A HRW disse ter realizado uma visita de investigação a Ceuta, cidade espanhola localizada no norte de África, entre 15 e 18 de agosto, na qual falou com 76 migrantes.
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