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Da soberania às redes sociais: Avisos e anúncios de Ursula von der Leyen

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Da soberania às redes sociais: Avisos e anúncios de Ursula von der Leyen

U rsula Von der Leyen protagonizou esta quarta-feira, 16 de setembro, o segundo discurso sobre o Estado da União do novo mandato, durante a sessão plenária do Parlamento Europeu, na cidade francesa de Estrasburgo.

Na sua intervenção, a líder europeia lembrou da necessidade de defender a identidade europeia contra todas as ameaças externas, mostrou-se preocupada com os movimentos de migração em massa e abordou ainda a realidade tecnológica e a necessidade de proteger as crianças dos seus riscos.

Eis os pontos mais importantes do discurso da líder do executivo comunitário.

Von der Leyen começou por lembrar que é preciso defender a "verdadeira soberania aos europeus", numa "era complexa de grandes perigos" , como a guerra, os ataques híbridos e a ascensão dos extremismos.

"Se olhar para a Europa de hoje, a minha conclusão é esta: o estado da nossa União é o mais forte de sempre, mas o estado da nossa União pode também parecer tão precário como nunca" , disse.

"Quer se trate dos ultranacionalistas ou dos antieuropeus, quer se trate da interferência russa ou da desinformação, os nomes podem ser diferentes, mas o objetivo é o mesmo. Desprezam os nossos valores e querem destruir a nossa unidade europeia. Por isso, não nos limitemos a combater essas forças; lutemos juntos pela nossa ideia europeia", adiantou a presidente da Comissão Europeia, tendo defendido também a criação de um mecanismo de resposta europeu, inspirado na NATO, para enfrentar ameaças híbridas que atacam a segurança dos 27 Estados-membros.

Von der Leyen não excluiu do seu discurso as preocupações com as chegadas em massa de migrantes à União Europeia, anunciando a criação de um novo mecanismo de emergência.

"Os acontecimentos deste verão mostram que os nossos instrumentos precisam de evoluir, sobretudo para situações de emergência. A Europa precisa dos meios para proteger as suas fronteiras em todos os momentos, especialmente em cenários em que movimentos em massa são orquestrados e instrumentalizados", disse, antes de anunciar um novo Quadro Europeu de Resposta de Emergência.

"Somos nós, europeus, que decidimos quem entra na nossa União e em que circunstâncias e não os passadores e os traficantes", vincou.

Por outro lado, a líder europeia mostrou disponibilidade para abrir portas a um novo país, tendo proposto que o Canadá se torne o primeiro membro associado da União Europeia (UE), levando a relação entre os dois blocos ao mais elevado nível possível.

Na sessão, ficou a saber-se que a Comissão pretende também estabelecer novas regras para o uso da internet entre menores.

A nova legislação pretende proibir as crianças menores de 13 anos de acederem a redes sociais e de terem contas pessoais até aos 15 anos, para evitar que os menores sejam "atraídos para conteúdos cada vez mais extremos", disse.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.noticiasaominuto.com — o conteúdo pertence a Notícias ao Minuto - Mundo.

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