Algarve também pode vir a ter uma grande área empresarial
Afinal, Portugal poderá vir a contar com sete, e não seis, grandes áreas empresariais para fixar empresas multinacionais, anunciou esta quarta-feira o ministro da Economia no Parlamento.
“As seis podem ser sete porque não considerámos que o Algarve não tinha uma, pois tinha um investimento semelhante ligado aos oceanos.
Mas serão eles a decidir se preferem ter uma área empresarial ou um investimento ligado ao mar”, explicou Manuel Castro Almeida na Comissão de Economia e Coesão Territorial.
Porque “Sines já não tem capacidade para acolher grandes empresas”, como disse em maio Castro Almeida , o objetivo é criar parques de média e grande dimensão: dois a Norte, no litoral e interior; dois no centro, no litoral e interior; um em Lisboa e um no Alentejo no interior, porque no litoral já existe Sines.
“É preciso definir locais para estes parques com três a oito km2, ou seja, 300 e 800 hectares”, explicou o ministro da Economia.
“Quem vai ficar com a coordenação deste processo é a agência para o PTRR, mas quem tem o trabalho operacional de encontrar as áreas são as CCDR, em estreita colaboração com as Comunidades Intermunicipais (CIM)”, explicou Castro Almeida adiantando que na reunião desta quarta-feira com os presidentes das CCDR vai “pedir que se coordenem com as CIM”.
Depois de definir as áreas, uma decisão que terá em conta aspetos técnicos como a orografia do terreno, as acessibilidades, a disponibilidade de água, de energia de muita alta tensão, “quem vai promover a construção, o papel impulsionar vai pertencer à Global Parques, a empresa subsidiária da AICEP que faz a gestão da zona de Sines”, explicou o ministro.
Mas precisou que essa promoção será “feita em grande articulação com as câmaras”.
“Estas podem liderar o processo se quiserem ou a Global Parques.” Além disso, Castro Almeida reiterou que o Executivo vai “encontrar linhas de financiamento aos municípios para criarem pequenas áreas empresariais, para ampliar os parque empresariais que têm, ou criar novos”, acrescentou.
Estas grandes áreas empresariais vão ajudar a fixar empresas e população.
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