Vila Real: Descarga de águas residuais poderá ter causado morte de peixes
O alerta que dava conta de peixes a boiar no rio, detetados na zona do Parque Florestal, no centro da cidade transmontana, foi dado no domingo através da linha SOS Ambiente e Território, operado pelo Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) da GNR.
No mesmo dia, a GNR recolheu indícios no rio e a Câmara de Vila Real disse estar a acompanhar a situação, que se agravou na segunda-feira, verificando-se mais peixes mortos e um odor anómalo e intenso, estando os indícios particularmente concentrados no troço entre a ponte junto ao Centro de Ciência e o açude.
A APA disse hoje, em comunicado, que a avaliação preliminar aponta para a provável ocorrência de uma descarga anormal de águas residuais, de origem ainda por apurar, com eventual entrada no meio hídrico através da rede de águas pluviais.
A agência referiu ainda que os indícios recolhidos até ao momento sugerem que esta descarga foi pontual e terá tido lugar entre sábado e domingo, período em que se registaram episódios de trovoada acompanhados de precipitação na região.
"A conjugação deste episódio pontual de poluição com as elevadas temperaturas que se fazem sentir e com o reduzido caudal característico desta época do ano terá contribuído para a mortandade de peixes observada no rio Corgo", adiantou.
A APA garantiu que está a acompanhar a situação registada no Corgo em estreita colaboração com o SEPNA e disse que, no âmbito das diligências realizadas, foram já recolhidas amostras de água do rio para análise laboratorial, para identificar as causas da ocorrência e avaliar a extensão dos impactes ambientais associados.
Paralelamente, acrescentou, alguns dos exemplares de peixes mortos recolhidos no local foram encaminhados para análise laboratorial, de modo a complementar a investigação e contribuir para o apuramento das circunstâncias que estiveram na origem deste episódio.
Sublinhou ainda que continuará a "acompanhar atentamente a evolução da situação, em coordenação com as entidades competentes", e que divulgará informação adicional assim que estejam concluídas as análises laboratoriais e disponíveis novos elementos que permitam esclarecer as circunstâncias da ocorrência.
A Câmara de Vila Real já tinha garantido que "a proteção do rio Corgo e do seu ecossistema é uma prioridade" e que está empenhada em contribuir para o rápido esclarecimento desta ocorrência.
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