Sete mortos e nove desaparecidos em incêndio industrial no leste da Rússia
O s desaparecidos são de nacionalidade chinesa, precisou a empresa, citada pela agência de notícias espanhola Europa Press.
O incêndio ocorreu na terça-feira, na região de Amur, no leste da Rússia, e as chamas foram "totalmente extintas", disse a empresa.
"As operações de busca e salvamento continuam", informou a gestora do Complexo Químico de Gás de Amur, um projeto conjunto do grupo petroquímico russo Sibur e da China Petroleum & Chemical Corporation (Sinopec), de acordo com a agência de notícias France-Presse (AFP).
Os sete corpos foram recuperados durante os trabalhos de combate ao incêndio e resgate de vítimas.
Mais de 150 pessoas foram afetadas pelo incêndio, entre as quais 36 que foram hospitalizadas "em diferente estado de gravidade".
"Os feridos e as famílias das vítimas estão a receber apoio psicológico", declarou a empresa num comunicado.
A companhia disse ainda que "a queima dos gases residuais estava a ser concluída sob a supervisão de especialistas" e que estava também a ser feita uma análise do ar na zona de Svobodny.
"Não foram detetadas concentrações de substâncias controladas acima do permitido", assegurou.
O Complexo Químico de Gás de Amur está a ser construído na zona da cidade de Svobodny e será o maior do género na Rússia, de acordo com a agência de notícias russa TASS.
Terá capacidade para produzir até 2,7 milhões de toneladas de vários tipos de polietileno e polipropileno por ano.
O projeto vai criar cerca de 170.000 postos de trabalho, incluindo 12.000 na região de Amur, segundo dados da Escola Superior de Economia russa citados pela TASS.
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