Wall Street fecha tendencialmente em alta graças ao setor tecnológico
A bolsa nova-iorquina encerrou hoje tendencialmente em alta, graças aos desempenhos dos títulos do setor tecnológico.
O resultado da sessão indica que o índice tecnológico subiu 1,11% e o alargado S&P500 valorizou 0,41%. O seletivo Dow Jones Industrial Average fechou praticamente estável, mas em terreno negativo, com um recuo de 0,07%.
"Dir-se-ia uma recuperação depois de uma fase de vendas um pouco excessiva", observou Art Hogan, da B. Riley Wealth Management, em declarações à AFP.
Na semana passada, os investidores venderam de forma massiva títulos ligados à inteligência artificial (IA), devido a uma mistura de incertezas sobre as valorizações consideradas excessivas de algumas dessas empresas, o seu nível de endividamento e ao receio de uma concorrência chinesa em crescendo.
Mas, hoje, "a tecnologia recuperou, os investidores foram atraídos por valorizações mais atrativas", apontou Jose Torres, da Interactive Brokers.
Primeira capitalização mundial, o especialista de semicondutores eletrónicos Nvidia valorizou 1,38%, no que foi acompanhado pelos concorrentes Broadcom (+1,78%), AMD (+1,76%), Intel (+2,43%) e Marvell Technology (+4,06%).
Pelo contrário, a CoreWeave, no centro das preocupações dos investidores, cedeu 0,44%, depois de ter perdido um quarto do valor na semana passada. O seu nível de endividamento - o dinheiro é usado na construção de centros de dados - inquieta, em particular dado o contexto de taxas de juro elevadas.
Cerca das 21:25 de Lisboa, o rendimento dos títulos de dívida federal a 10 anos evoluía nos 5,14%, acima dos 5,07% no fecho de sexta-feira e bem acima antes da guerra ao Irão.
A atenção dos investidores vai continuar centrada na IA nos próximos dias, quando vão ser divulgados os resultados de SpaceX, Meta, Tesla e Western Digital.
Estas apresentações devem fornecer mais informação sobre o ritmo dos gastos no desenvolvimento da IA e o retorno dos investimentos, antes de serem conhecidos os números de Nvidia, Alphabet ou Amazon.
"O período dos resultados do terceiro trimestre, que só está a começar, arranca a toda a velocidade", considerou Sam Stovall, da CFRA. Na sua análise, a maioria das empresas que já divulgou os seus números, excedeu as expectativas.
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