Polónia pede explicações a Israel por ataque a delegação europeia
O ministro dos Negócios Estrangeiros polaco, Radoslaw Sikorski, pediu hoje explicações às autoridades de Israel sobre um ataque de colonos israelitas mascarados na Cisjordânia a uma delegação diplomática europeia, que incluía representantes polacos.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros polaco informou, na rede social X, que Sikorski telefonou ao seu homólogo israelita, Gideon Saar, para tratar do "ataque ilegal" contra a delegação diplomática.
Saar informou Sikorski sobre a operação policial e as detenções levadas a cabo pelas autoridades israelitas em relação ao incidente.
O chefe da diplomacia polaca sublinhou que "a Cisjordânia e a Faixa de Gaza não fazem parte de Israel" e que, nestes territórios, "Israel é uma potência ocupante, o que acarreta obrigações concretas decorrentes do direito internacional, nomeadamente no que respeita à proteção da população civil", refere a nota.
Os dois discutiram também o apoio russo ao Irão, e Sikorski enfatizou a necessidade de aumentar a pressão internacional sobre Moscovo — o agressor na guerra na Ucrânia — e não sobre Kiev.
O ataque contra os diplomatas ocorreu no passado sábado, na localidade palestiniana de Tayba, perto de Ramallah, quando representantes da Polónia, França e Bélgica, acompanhados por religiosos católicos, avaliavam a situação após o constante assédio contra agricultores durante a tradicional apanha da azeitona.
Um vídeo do incidente mostra vários colonos encapuçados a cercarem os veículos, partirem o vidro de um carro do consulado belga e agrediram fisicamente o autarca francês Bernard Baudoux, de 78 anos. Nenhum diplomata polaco ficou ferido.
Em 2024, a morte do cooperante polaco Damian Soból, da ONG World Central Kitchen, num bombardeamento israelita contra Gaza, gerou atritos diplomáticos.
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