O terreno não basta
Estive na quarta-feira no encerramento do ARTEX, em Santa Margarida, e uma das primeiras coisas no ecrã foi um mapa.
Sete mil hectares entre São Jacinto, Santa Margarida e Beja, zona livre tecnológica certificada para ensaiar robótica e sistemas autónomos à escala real.
Terminavam ali duas semanas em que se testaram 110 tecnologias militares, na primeira campanha europeia de experimentação operacional da Agência Europeia de Defesa realizada em Portugal.
Não foi um acaso de calendário.
Num só mês o país acolheu três grandes exercícios, este, o REPMUS e o SPACE EX.
A Europa já está a usar Portugal como laboratório de campo.
A razão é prosaica e é nossa.
No coração do continente, testar drones ou guerra electrónica tornou-se lento e caro: espaço aéreo congestionado, espectro saturado, restrições ambientais, populações perto.
Portugal oferece o contrário, todo o ano, com um dos maiores espaços marítimos da União, os Açores e uma sociedade que não hostiliza a farda.
O que nos distingue é a combinação.
Poucos países juntam no mesmo território terra, mar, ar, espaço e ciber, e a guerra que se desenha é multidomínio, ao contrário dos centros europeus de ensaio.
Daqui nasce a pergunta, e foi o Chefe do Estado-Maior do Exército a pô-la em cima da mesa: afirmar Portugal como centro europeu de experimentação na defesa.
E tem razões.
O director-geral da Agência Europeia de Defesa saiu impressionado, e o Centro Tecnológico do Exército entrou na rede de centros DIANA.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jornaleconomico.sapo.pt — o conteúdo pertence a Jornal Económico.