Israel ameaça intensificar ataques a Gaza em resposta a drones e balões
A ameaça foi dirigida pelo gabinete do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, numa declaração conjunta com o ministro da Defesa, Israel Katz, depois de ambos se encontrem hoje para uma reunião sobre a situação de segurança, na qual esteve também presente o comandante das forças armadas, Eyal Zamir.
De acordo com fotos divulgadas por meios de comunicação social israelitas, os papagaios eram pequenos, feitos de materiais frágeis e não transportavam armas ou materiais perigosos.
No seu pronunciamento conjunto, Netanyahu e Katz referem-se porém a "drones, balões e papagaios", que sugerem terem sido lançados da Faixa de Gaza para Israel com a cumplicidade do grupo islamita palestiniano Hamas.
"Se os lançamentos em direção a Israel não cessarem imediatamente, as Forças de Defesa de Israel intensificarão os ataques direcionados contra os responsáveis", ameaçaram os dois governantes.
Além disso, Netanyahu e Katz advertem que será também "retirada a população das áreas utilizadas como locais de lançamento de papagaios, drones e balões" para o território israelita.
Na declaração divulgada pelo seu gabinete, o primeiro-ministro israelita reafirmou que "não haverá um regresso ao estado de coisas anterior a 07 de outubro", referindo-se aos ataques liderados pelo Hamas em 2023 no sul de Israel, que desencadearam a guerra na Faixa de Gaza.
"Israel não permitirá que a organização terrorista Hamas ou qualquer outro elemento na Faixa de Gaza volte a ameaçar as nossas comunidades e comprometa o sentimento de segurança dos nossos cidadãos", acrescentou.
Os papagaios aterraram no 'kibutz' israelita de Nahal Oz, a menos de um quilómetro da fronteira palestiniana.
O ministro da Defesa esclareceu que um papagaio "é tratado como um drone, com ou sem explosivos".
O primeiro dos quatro objetos apareceu em Nahal Oz numa plantação de abacates na sexta-feira e os três seguintes no sábado, segundo o jornal israelita Haaretz.
Os habitantes, que já tinham sofrido os ataques do 07 de Outubro, temem que um caso semelhante à utilização de papagaios e balões por milícias palestinianas em 2018, que eram lançados com material incendiário em território israelita para queimar terrenos em comunidades junto à fronteira com a Faixa de Gaza.
Apesar da trégua em vigor desde outubro do ano passado, Israel e Hamas acusam-se mutuamente de violações ao entendimento, que ameaçam um acordo para a segunda parte do plano de paz proposto pelos Estados Unidos.
Netanyahu recusou no passado dia 09 de agosto o plano apresentado pelo Conselho da Paz, texto respaldado pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, que previa o desarmamento do Hamas e a retirada do exército israelita, que ocupa atualmente mais de 60% do enclave palestiniano.
O Hamas tinha concordado com este roteiro no final de julho e reafirmou posteriormente o seu compromisso, deixando porém um alerta de que é "primeiro necessário que os israelitas aprovem" o texto norte-americano.
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