Três em cada cem
Três por cento.
É esta a fração dos alunos colocados na primeira fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior de 2026 que pertence ao Escalão A (o escalão dos mais pobres).
Mil seiscentos e vinte e cinco jovens.
De cada cem colocados, três.
Convém deixar o número respirar antes de lhe acrescentar seja o que for.
Não é uma projeção, não é uma estimativa de um instituto qualquer, não é um estudo com margem de erro, não é uma avaliação partidária parcial.
É a contagem oficial das colocações desta semana.
Dir-se-á que houve progresso.
Em 2025 foram 1548 e que neste ano já foram 1625.
Setenta e sete alunos.
É esse o tamanho do avanço que o país produziu num ano inteiro de políticas públicas: 77 jovens pobres a mais numa universidade.
Num país com mais de dez milhões de habitantes, o progresso anual em mobilidade social cabe numa sala de aula.
Em duas, com aperto.
Vale a pena olhar para dentro do número, porque é aí que a coisa fica desconfortável.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.