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Economia

Cimeira de Luanda deve passar de declarações políticas a soluções para crises

Jornal Económico ·
Cimeira de Luanda deve passar de declarações políticas a soluções para crises

O ministro das Relações Exteriores de Angola, Téte António, defendeu hoje que a Cimeira de Luanda da União Africana (UA) deve passar das declarações políticas a soluções para as crises em África.

O representante da diplomacia angolana falava na abertura da reunião do Conselho Executivo da União Africana que tem a missão de preparar os documentos em discussão, no domingo, na 21.ª cimeira extraordinária de chefes de Estado e de Governo.

A capital angolana é a anfitriã do encontro, dedicado exclusivamente ao reforço dos mecanismos de prevenção e resolução de conflitos.

Para o ministro Téte António, não basta África continuar a reagir às crises depois de estas se instalarem – o continente tem de ter mecanismos com capacidade de antecipação e intervenções capazes.

A cooperação regional e continental, considerou, “continua a ser o caminho mais seguro para a paz duradoura”.

Por isso, defendeu que “a cimeira de Luanda deve marcar a passagem das declarações políticas para soluções capazes de produzir efeitos práticos”.

Também nos discursos de abertura, o presidente do Conselho executivo da União Africana, Édouard Bizimana, elogiou o empenho do chefe de Estado angolano, João Lourenço no reforço dos mecanismos de prevenção e de resolução de conflitos em África.

João Lourenço foi nomeado campeão da União Africana para a Paz e Reconciliação em África e é o impulsionar da cimeira de Luanda dedicada ao tema da prevenção de conflitos.

O também chefe da diplomacia do Burundi, Édouard Bizimana, entende que o continente tem registado “uma evolução institucional significativa” com a criação de organismos como o Conselho de Paz e Segurança, O Sistema Continental de Alerta Precoce, o Comité de Inteligência e Segurança, a Força Africana em Estado de Alerta e a Força de Paz da União Africana.

Ainda assim, reconheceu que “África continua a enfrentar desafios significativos com conflitos persistentes e crises políticas”, bem como o terrorismo e o extremismo violento, a criminalidade transnacional organizada, os tráficos ilícitos, as tensões entre estados crises humanitários e deslocamentos forçados.

O programa “Silenciar as Armas” da Agenda 2063 da UA quer transformar África num continente mais pacífico, estável e seguro.

O presidente da Comissão da União Africana, Mahmoud Ali Youssouf, também se encontra em Luanda e foi recebido hoje pelo chefe de Estado angolano.

À margem da audiência, o presidente da Comissão defendeu que “África deve reforçar a capacidade de garantir meios próprios para a paz e segurança”.

“Não podemos esperar sempre pela ajuda externa.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jornaleconomico.sapo.pt — o conteúdo pertence a Jornal Económico.

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