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Organização de manifestação pela habitação ordenou desmobilização “imediata”

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Organização de manifestação pela habitação ordenou desmobilização “imediata”

O porta-voz da organização da manifestação pela habitação ordenou a desmobilização “imediata” do grupo que se mantinha na Praça D.

João I , no Porto, denunciando uma “infiltração” de outros grupos na concentração.

“Juntos, em grupo, desmobilizar imediatamente para casa.

Foi revertida a decisão”, explicou aos manifestantes Pedro Manuel, pela 1h20 da manhã.

À Lusa, o porta-voz explicou que houve uma “infiltração” de outros grupos na manifestação com o intuito de criar problemas , tendo sido registada uma pessoa transportada de ambulância após ter sido atingida por um soco .

Os manifestantes , que tinham votado permanecer e pernoitar no local , começaram a desmobilizar, apelando Pedro Manuel à mobilização para sábado, estando a organização a “avaliar” um regresso já hoje, sexta-feira.

O movimento pela habitação que tem protestado no Porto denunciou na quinta-feira uma carga policial, que causou ferimentos em 39 dos participantes, dois dos quais ficaram em estado grave.

De acordo com o movimento, entre os feridos está uma pessoa com deficiência e vários participantes na concentração foram hospitalizados.

Os participantes voltaram a instalar tendas durante a noite, que foram retiradas pela polícia, depois de o presidente da Câmara do Porto ter dito na quarta-feira que seria “absolutamente implacável com qualquer tentativa de colocação de tendas” na Praça D.

João I”.

O movimento apresenta seis reivindicações principais: “abaixo a lei das rendas; fim dos despejos; fim da compra de imóveis por fundos abutres; mais habitação pública; recuperação de imóveis devolutos para habitação; tetos às rendas”.

Na nota desta sexta-feira, o movimento “denuncia veementemente o uso de força extrema, desproporcional e injustificada durante a intervenção policial na acampada, que se manteve, desde o primeiro momento, pacífica, sem nunca incitar à violência”, considerando a carga “inaceitável” e pedindo responsabilidades.

A PSP confirmou um polícia ferido e a existência de feridos entre os manifestantes, sem precisar quantos , atribuindo a razão da intervenção a “comportamentos de resistência”.

O presidente da Câmara do Porto disse na quinta-feira que a PSP se viu “forçada” a atuar, perante a atitude dos manifestantes , tendo lamentado o incidente.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.

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