Israel aumenta atividade militar no sul do Líbano
O s níveis mais elevados registaram-se no fim de semana, com 208 projéteis no sábado e 185 no domingo, num contexto de crescente tensão ao longo da fronteira entre os dois países, disse a missão da ONU num comunicado.
O aumento dos ataques tem um impacto direto na população civil, que volta a suportar as principais consequências da insegurança, alertou a Força Interina das Nações Unidas no Líbano (FINUL), citada pela agência de notícias espanhola EFE.
Numerosas famílias viram-se deslocadas ou tiveram de alterar as rotinas diárias perante o temor de novos episódios de violência e a incerteza quanto à evolução da situação, de acordo com a missão da ONU.
Perante o cenário, os efetivos da FINUL mantêm uma presença visível no terreno através de patrulhas e trabalhos de vigilância, além da desobstrução de vias, redução dos riscos associados a explosivos e facilitação do acesso humanitário.
A missão da ONU insistiu que a Resolução 1701 do Conselho de Segurança continua a ser o quadro de referência para restabelecer a estabilidade na zona.
Referiu também a necessidade de todas as partes renovarem o compromisso com os princípios para evitar um novo deteriorar da situação.
A FINUL, criada em 1978, desempenha um papel limitado na chamada "Linha Azul", que se estende por 120 quilómetros ao longo da fronteira sul do Líbano e do norte de Israel.
A força atua na vigilância da cessação das hostilidades entre as tropas israelitas e o Hezbollah, uma vez que o respetivo mandato não permite o uso da força.
As funções são reguladas pela Resolução 1701, aprovada por unanimidade pelo Conselho de Segurança da ONU em 2006, após a grave crise entre Israel e o grupo xiita apoiado pelo Irão.
O Presidente libanês, Joseph Aoun, defendeu hoje a prorrogação do mandato da FINUL, que "ajuda a fixar a população" e fomenta a estabilidade através da "cooperação e coordenação com o exército libanês".
"A nossa primeira opção é estender o mandato da FINUL", escreveu Aoun nas redes sociais, citado pela agência espanhola Europa Press (EP).
Aoun disse que a alternativa é "adotar um quadro que garanta a continuidade da presença de forças internacionais no sul, dentro dos parâmetros jurídicos exigidos".
As forças internacionais teriam de operar em conjunto e em coordenação com o exército libanês "para apoiar a estabilidade e a execução das tarefas atribuídas", afirmou.
O Presidente libanês criticou Israel por "se opor à presença das forças" da FINUL no sul e de estar há "quase um ano a exercer pressão" no âmbito das negociações entre as partes mediadas pelos Estados Unidos.
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