Seguro pede mais investimento no interior: "Um país coeso não se mede pela força das suas capitais"
O Presidente da República pediu neste domingo, 23 de agosto, “mais atenção e investimento” do Estado para os desafios do envelhecimento, despovoamento e distância dos centros de decisão” dos territórios do interior e da raia , em nome de um “país coeso”.
“Um país coeso não se mede pela força das suas capitais, mas pela vitalidade dos seus territórios.
E Portugal precisa de comunidades que resistam, que se reinventem, que atraiam quem vem de fora e não deixem ir quem quer ficar” , afirmou António José Seguro, num discurso na Câmara de Vila Nova de Cerveira, no distrito de Viana do Castelo, onde se deslocou para visitar a Bienal Internacional de Arte.
Seguro observou que o “despovoamento, o envelhecimento e a distância dos centros de decisão” , desafios de “territórios do interior e da raia”, como é o caso de Vila Nova de Cerveira, “exigem do Estado central mais atenção, mais investimento e mais confiança nas autarquias , que conhecem melhor do que ninguém as suas gentes e as suas necessidades”.
“Ser pequeno em população não é ser pequeno em ambição.
E Vila Nova de Cerveira é disso exemplo” , vincou.
Seguro frisou que Vila Nova de Cerveira “tem uma vantagem que poucos concelhos portugueses possuem” , que é saber “exatamente o que é”.
“Sabe-se castelo e sabe-se arte.
Sabe-se raia e sabe-se ponte.
E essa dupla identidade entre a pedra do castelo de Dom Dinis e a liberdade das telas e esculturas da Bienal faz deste concelho um lugar singular no mapa de Portugal.
Que continue a merecer essa dupla vocação, de guardiã da fronteira que une e não da fronteira que separa” , observou.
Seguro considera que "interior não é um fardo" e precisa de uma oportunidade “Não há territórios dispensáveis”.
Seguro pede mais atenção para o interior do país
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