Migrantes resgatados em Creta transferidos para ilhas do mar Egeu
P erante as preocupações das autoridades locais de Lesbos e Samos, que receiam ultrapassar a capacidade dos centros de acolhimento, o ministério garantiu que "a transferência de migrantes de Creta para estas ilhas do norte do mar Egeu é feita de forma estritamente proporcional".
Segundo o executivo, a transferência de migrantes destina-se exclusivamente à identificação, triagem e controlo dos requerentes de asilo antes de uma eventual transferência para outras estruturas na Grécia continental.
"Consequentemente, não haverá qualquer encargo adicional para as ilhas em causa", afirmou o ministério, recordando que, em caso de rejeição do pedido de asilo, será iniciado o processo de expulsão.
Apesar das garantias dadas pelo governo, o presidente da câmara de Mitilene, capital de Lesbos, participou hoje numa reunião à porta fechada em que esteve também presente o presidente da associação de hoteleiros da ilha, segundo noticiou o jornal local Sto Nissi.
Segundo o mesmo jornal, são esperados cerca de 200 requerentes de asilo em Lesbos e outros 200 na vizinha ilha de Samos.
Há mais de um ano, Creta e a pequena ilha vizinha de Gavdos, situada em frente à costa da Líbia, tornaram-se as principais portas de entrada de requerentes de asilo na Grécia.
Creta dispõe apenas de uma estrutura de alojamento provisório para requerentes de asilo, mas o ministério prometeu criar em breve um centro de acolhimento.
Defensor de uma política migratória rigorosa, o ministro Thanos Plevris congratulou-se recentemente com a redução em mais de 35% do número de requerentes de asilo na Grécia nos primeiros sete meses de 2026.
O ministro grego está atualmente a trabalhar com os seus homólogos da Alemanha, Áustria, Dinamarca e Países Baixos na criação, num país fora da União Europeia, de centros de retorno destinados ao repatriamento de requerentes de asilo a quem foi recusada a proteção.
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