EssilorLuxottica cresce no terceiro trimestre, apesar de saída de herdeiro
A EssilorLuxottica teve receitas de 7.486 milhões de euros no terceiro trimestre deste ano, crescendo 9% a taxas de câmbio correntes face ao período homólogo de 2025.
O segmento mais dinâmico foi a venda direta ao consumidor, que subiu 10,6% a taxas constantes para 4.093 milhões de euros.
Para já, a saída de Leonardo Maria delVecchio, filho do fundador, não afetou os resultados.
Considerando a totalidade dos nove meses do ano, as receitas da EssilorLuxottica chegaram aos 22.304 milhões , o que representa mais 8% em relação ao mesmo período em 2025, de acordo com informação divulgada pelo grupo esta terça-feira, após o fecho do mercado.
A análise trimestre a trimestre mostra, no entanto, que o crescimento está abrandar.
Passou dos 10,8% no primeiro trimestre para 8,7% no segundo trimestre e 7,2% no terceiro trimestre.
Herdeiro da EssilorLuxottica pede nova estratégia Ler Mais A região da Ásia-Pacífico liderou o crescimento do terceiro trimestre, com uma subida de 15,7% a câmbios constantes.
As receitas foram de 979 milhões de euros.
Na Europa, Médio Oriente e África , as receitas subiram 7,5%, para 2 890 milhões de euros, segundo o documento da empresa aos investidores.
A área de wearables , que incluiu óculos com inteligência artificial e nuance audio , cresceram 20% no trimestre.
O portefólio de gestão da miopia aumentou 24% no trimestre e nos primeiros nove meses do ano.
A EssilorLuxottica, detentora das marcas Ray-Ban, Oakley ou Oliver Peoples e licenças de marcas como Chanel e Armani, tinha 19.709 lojas até ao final de setembro, incluindo 15.695 lojas próprias, um aumento em relação ao ano passado.
No final de 2025, o número era de 17.750 lojas, das quais 13.684 próprias.
Os números não deixam perceber as tensões vividas no seiodo grupo durante o terceiro trimestre.
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