Líderes do Equador, Chile e El Salvador em Pequim para reforçar laços com China
O Presidente do Equador, Daniel Noboa, o líder do parlamento de El Salvador, Ernesto Castro, e o chefe da diplomacia do Chile, Francisco Pérez Mackenna, estão esta semana de visita à China para aprofundar relações.
As três visitas coincidem com um período de intensificação das trocas entre o gigante asiático e a região da América Latina, embora partam de bases diferentes.
Enquanto o Equador e o Chile mantêm há anos estreitas relações comerciais com a China, com os respetivos acordos de comércio livre, El Salvador ainda negoceia um tratado com Pequim.
O Presidente do Equador, Daniel Noboa, chegou à China no domingo para uma visita de Estado de oito dias, cujo programa inclui uma reunião com o homólogo chinês, Xi Jinping, e outros altos dirigentes do país asiático.
Segundo a agência de notícias oficial chinesa Xinhua, a viagem ocorre após convite de Xi, tratando-se da primeira visita de Estado do chefe de Estado equatoriano à China.
O Presidente chinês terá uma reunião com Noboa em Pequim, enquanto o primeiro-ministro, Li Qiang, e o presidente da Assembleia Popular Nacional, Zhao Leji, terão encontros separados com o líder equatoriano.
Segundo o ministro dos Negócios Estrangeiros equatoriano, Roberto Kury, Quito procurará durante a visita atrair investimentos chineses nos setores da energia e da mineração, além de reforçar as exportações para o mercado asiático.
Entre os temas em discussão figuram também as restrições impostas pela China a 14 empresas equatorianas exportadoras de camarão, afetadas desde outubro de 2025 por controlos relacionados com questões sanitárias.
Pequim restabeleceu esta semana a autorização para oito exportadores, após meses de negociações.
Outros seis estabelecimentos continuam suspensos, e a Câmara Nacional de Aquacultura do Equador disse estar confiante de que haverá progressos durante a visita de Noboa.
O Equador pretende igualmente abordar com Pequim a dívida do Equador para com o Banco de Exportação e Importação da China e a operação e manutenção da hidroelétrica Coca Codo Sinclair, a maior do país, construída pela estatal chinesa Sinohydro e recebida formalmente pelo governo equatoriano em abril.
A China e e Equador assinaram em maio de 2024 um tratado de livre comércio.
Também o ministro dos Negócios Estrangeiros do Chile, Francisco Pérez Mackenna, está de visita à China, com paragens em Pequim e Xangai.
O diplomata tem agendado um encontro com o homólogo chinês, Wang Yi, para além de participar em reuniões com líderes empresariais no âmbito do programa "Escolha o Chile", que visa atrair investimento e abrir novos mercados para os produtos chilenos.
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