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Lufthansa espera aprovação “fácil” de compra da TAP em Bruxelas

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Lufthansa espera aprovação “fácil” de compra da TAP em Bruxelas

A Lufthansa espera que a aprovação da compra de 44,9% da TAP, percentagem que pode subir se os 5% destinados aos trabalhadores não forem totalmente subscritos, será “fácil” de aprovar pela Direção-Geral da Concorrência em Bruxelas, até porque a atitude em relação a esta operações se alterou.

“Nas nossas visitas recentes a Bruxelas, os líderes da Europa compreendem que o mundo mudou muito nos últimos anos, que criar grandes companhias baseadas na Europa é do interesse da Europa “, afirmou o CEO da Lufthansa, Carsten Spohr, numa conferência telefónica com analistas sobre o negócio da TAP, realizada esta quarta-feira.

Maioria das sinergias da privatização ficam na TAP Ler Mais “ Espero que tenhamos um processo mais fácil em Bruxelas, por duas razões .

A primeira é que a atitude mudou um pouco em Bruxelas.

A segunda é que a sobreposição do grupo com a TAP é muito inferior do que outros potenciais compradores”, apontou o gestor.

Os dados da Lufthansa apontam para uma quota conjunta de 28% das ligações entre Portugal e a Europa, de 29% na América Latina, de 29% nas rotas entre o Sul da Europa e a América do Norte e de 15% nas ligações entre África e a América do Norte.

“É uma transação fácil de aprovar” , vaticinou.

“ Ninguém em Bruxelas está orgulhoso do processo da ITA “, referiu Carsten Spohr.

Entre a pré-notificação e a aprovação pela Comissão Europeia decorreram 16 meses.

Governo pediu em Bruxelas avaliação rápida do dossiê TAP Ler Mais “Contamos com a ajuda do Governo português.

Isto para eles é muito importante.

Portugal está na periferia da Europa, pelo que a conectividade é muito importante”, destacou o CEO.

O Executivo tem, de resto, vindo a falar com o comissário europeu dos Transportes , o grego Apostolos Tzitzikostas, sobre a necessidade de haver um processo mais rápido.

O calendário do Governo aponta para a assinatura do contrato com o grupo alemão até ao final do ano e um período de 18 a 24 meses para a aprovação de Bruxelas.

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