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Empreendedores e empresas: Factores determinantes da intensidade e qualidade do desenvolvimento

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Empreendedores e empresas: Factores determinantes da intensidade e qualidade do desenvolvimento

A revolução industrial libertou a sociedade das limitações impostas pelos recursos naturais e pela fertilidade das terras do seu território.

A partir desse momento, a capacidade empreendedora, a qualidade das organizações produtivas e a intensidade dos investimentos passaram a determinar o nível de vida das populações.

Pela primeira vez, as sociedades e os territórios passaram a ter o seu futuro nas próprias mãos.

O desenvolvimento económico passou a depender dos empreendedores e das empresas que, num dado território, articulam o trabalho e os equipamentos de produção, mobilizando o conhecimento, a tecnologia disponível e a poupança acumulada.

Mas a intensidade e a qualidade desse processo nunca estiveram garantidas: dependeram sempre da interacção entre o metabolismo empreendedor e empresarial e o ecossistema social, político e institucional de cada território — dois planos que se determinam mutuamente.

Há uma interdependência entre a acção empreendedora e a actividade empresarial, por um lado, e o ecossistema social, institucional e político, por outro: este último condiciona externamente e penetra na definição de objectivos e de dinâmicas centradas em interesses de curto prazo, por vezes contraditórios com os interesses colectivos.

Este processo opera numa causalidade bidirecional e cumulativa: se o enquadramento regulatório, as políticas públicas e o capital social de confiança desenham os incentivos à escala e profissionalização das firmas, a própria dimensão, influência e maturidade do tecido empresarial co-determinam, ao longo do tempo, a qualidade, a estabilidade e a modernização das regras e das instituições do território.

É neste campo que se devem procurar as respostas, tanto para a diferente dimensão e eficiência das empresas de um mesmo sector, localizadas em diferentes territórios, como para a capacidade de absorção dos designados bens não rivais, como o conhecimento, e, por consequência, para as trajectórias de desenvolvimento dos diferentes territórios e sociedades.

Quais são, então, os factores que determinam a dimensão, a eficiência e a capacidade inovadora e empreendedora das empresas? A explicação das diferentes trajectórias tem de ser encontrada na história própria de cada território — na dialéctica que se estabeleceu entre empreendedores, empresas e o ecossistema social, institucional e político.

Se os operadores económicos foram igualmente libertos pela revolução industrial, porque é que o futuro foi agarrado de forma tão desigual pelo empreendedorismo e pela organização empresarial de cada território? Importa, por isso, interrogar o modo como a política económica trata este plano.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.

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