Empresários rejeitam reforço do acordo salarial: "Não há nenhum motivo"
"Tinha que haver uma boa razão, uma razão plausível e em que as partes acordassem que havia vantagem em reabrir [a discussão sobre] o acordo" , referiu Óscar Gaspar, dirigente da CIP, quando questionado sobre se a confederação estaria disponível para reforçar o acordo em vigor, como defendido pelas centrais sindicais.
Óscar Gaspar argumenta que "do lado salarial não há nada que leve a abrir o acordo" , dado que as metas relativas ao salário mínimo nacional têm sido cumpridas e que o "acréscimo dos salários médios também foi superior àquilo que estava previsto".
"Objetivamente não há nenhum motivo para abrir neste momento as negociações", defendeu.
Também o presidente da CTP considerou que "tem que haver uma razão palpável e objetiva" para abrir essa discussão e sustentou a sua argumentação com a conjuntura económica nacional e internacional.
"Não estamos propriamente numa altura de 'boom' económico", vincou Francisco Calheiros.
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