O Museu Municipal de Castro Daire
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Olá, seja muito bem-vindo. Esta é a história das histórias. Eu sei que já estava à espera de nos ouvir. Eu sou o João Paulo Sacadura, mas, sobretudo, estava à espera de ouvir o Jorge Adolfo Marques, historiador e professor, que hoje começa, esta semana, a falar do Museu Municipal de Castro Daire. Já percebi, Jorge, que vais falar do queridíssimo Templo das Cigarras.
Sim, muito importante. Para mim é um lugar icónico na Beira Alta. E também vais falar do Centro de Interpretação e Informação do Montemuro e Paiva. Estou muito curioso. Vamos a isso. Bem-vindo.
Vamos a isso. Obrigado, João Paulo. Também saudade. Sim, de facto, hoje vamos falar de dois espaços muito interessantes para serem visitados em Castro Daire, na sede do concelho, que é o Museu Municipal de Castro Daire, que já é um pouco mais antigo. Está na Casa da Cerca, bem no centro da vila. Foi inaugurado em 1993, portanto, já tem uns anos. O edifício só por si, onde está instalado, é um edifício histórico. Foi mandado construir no século XVIII por Dom Manuel de Vasconcelos Pereira, que era bispo de Lamego. Importa dizer que o território de Castro Daire pertence à Diocese de Lamego. Portanto, é um museu um pouco mais antigo, com um formato mais clássico e que tem essencialmente exposto materiais, objetos que retratam um pouco as tradições agrárias, as tradições produtivas do território do conceito Castro Daire, nomeadamente alçaias agrícolas da mais diversa espécie, um tear tradicional. Depois tem algumas peças de arqueologia, pouca coisa, e também uma tipografia tradicional. O que é interessante. Algumas peças de uma tipografia que foram levadas para aquele espaço, que é só uma sala ampla, logo ali no rés-do-chão do edifício, mas que há muitos anos que está de portas abertas a todos aqueles que querem visitar o concelho e portanto, é um lugar interessante para ser visitado. Um outro lugar mais recente é o Centro de Interpretação e Informação do Montemuro e Paiva. Esse centro de interpretação que está também instalado num solar, o que já remete para uma certa importância da vila, sobretudo no século XVIII. Este solar é o Solar dos Mendonças, também do século XVIII, portanto diríamos barroco, e que fica ali também pertinho do centro da vila, situado na Rua Doutor Pio Figueiredo.
É mais recente. Tem apenas uma década. Foi inaugurado em julho de 2016, portanto é um espaço moderno. Queria dizer que neste espaço, é um centro de interpretação do Montemuro e Paiva. Enfim, o Montemuro é a Serra do Montemuro, o Paiva é o Rio Paiva. Ambos estão também no território de Castro Daire e este centro tem um papel muito interessante de dar a conhecer esses dois espaços, esses dois territórios naturais que são, por um lado, a montanha, por outro lado, esse rio. Que há muito se diz que é o rio mais puro da Europa.
Enfim, um slogan que foi lançado aqui há alguns anos atrás e que pegou. Mas efetivamente é um rio muito bonito, que atravessa uma parte pelo lado ocidental o Montemuro. Aliás, contorna a serra do Montemuro e segue para norte, vai desaguar ao Rio Douro.
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