Portugal mantém 9.º lugar europeu em termos de investimento direto estrangeiro
Portugal manteve-se como o 9.º país europeu em termos de investimento direto estrangeiro (IDE) em 2025, apesar de uma redução de 5%, segundo o EY Attractiveness Survey, hoje divulgado.
Apesar do ambiente internacional mais desafiante, com o aumento dos preços da energia e das tensões geopolíticas, "Portugal, ainda assim, entra neste período numa posição macroeconómica mais forte", refere o estudo da EY.
Para essa posição fortalecida contribuem "melhores finanças públicas, procura doméstica resiliente e um mercado de trabalho estável", fatores que dão ao país "maior capacidade para absorver choques externos".
Segundo o estudo da consultora, Portugal captou 186 projetos de IDE, menos 5% (ou 10) que no ano anterior, dos quais 37% diziam respeito a projetos de expansão e 63% a novos projetos.
A Grande Lisboa, com 103 projetos (55% do total), e o Norte, com 57 projetos (31% do total), representaram os dois principais pontos de investimento, tendo 'software' e serviços de IT sido os principais setores abrangidos.
O Alentejo, com 11 projetos, teve o maior aumento face a 2024, liderado pelo setor químico, plásticos e borrachas, "apoiado por investimentos significativos em Sines".
Os Estados Unidos da América foram o principal país de origem do investimento estrangeiro, com 31 projetos (17% do total), seguindo-se Alemanha (19 projetos), França (18 projetos) e Reino Unido (16 projetos).
Cerca de 20% dos investidores questionados pela EY apontaram que Portugal deverá priorizar o ecossistema da inteligência artificial, 'cloud' e centros de dados para maximizar o IDE, à frente de logística e cadeias de abastecimento (16%) e reindustrialização sustentável e indústria avançada (15%).
Segundo os inquiridos, "a capacidade de atrair talento internacional, a disponibilidade de energia renovável, a estabilidade política e um ambiente regulatório favorável" são os principais fatores que podem ajudar o país a maximizar este investimento.
A disponibilidade de energia renovável (30%) é, a par da qualidade de vida (32%), uma das maiores vantagens do país para os investidores, em particular devido à disponibilidade de energias verdes de baixa emissão de carbono.
Já entre as maiores desvantagens assinaladas estão a dimensão do mercado, as condições económicas, os custos de energia – apontados por 25% dos investidores e que subiu 12 pontos percentuais face ao inquérito anterior – e o acesso ao financiamento.
Segundo a EY, o contraste entre as vantagens e as desvantagens aponta ao principal desafio para Portugal: traduzir a vantagem nas renováveis em energia acessível e fiável.
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