Wall Street fecha sem rumo à espera de resultados e números da inflação
A bolsa nova-iorquina encerrou hoje em ordem dispersa, com os investidores a resguardarem-se quando se aproximam informação sobre a inflação e mais uma época de divulgação de resultados.
O resultado da sessão indica que o índice seletivo Dow Jones Industrial Average avançou 0,38%, enquanto o tecnológico Nasdaq perdeu 0,44% e o alargado S&P500 cedeu 0,06%.
"Os investidores estão a conter a respiração, na expectativa de uma confirmação que o mercado teve razão ao atingir níveis históricos" há dias, considerou Sam Stovall, da CFRA, em declarações à AFP.
No plano macroeconómico, são esperados na quarta e quinta-feira os índices de preços no consumidor (IPC) e no produtor (IPP) relativos a setembro.
"Se os números sobre a inflação continuarem a surpreender pela sua força, isso não será bom, porque por enquanto Wall Street espera que a Reserva Federal (Fed) não suba a taxa de juro de referência na sua reunião de outubro", anteviu Stovall.
O banco central dos EUA decidiu em setembro subir a sua taxa de juro de referência para travar a subida dos preços.
Os investidores esperam que esta se mantenha na próxima reunião, segundo o levantamento feito pelo observatório CME FedWatch.
Uma decisão que não corresponda às expectativas pode penalizar o mercado bolsista, uma fez que os investidores entendem que um ambiente monetário mais duro prejudica os lucros das empresas.
Por agora, as empresas continuam a crescer.
Os lucros dos integrantes do S&P500 devem apresentar um crescimento de 30% no terceiro trimestre, estimou Fiora Cincotta, da Forex.com.
Os grandes bancos (JPMorgan Chase, Goldman Sachs, Bank of America, Morgan Stanley) vão abrir a época de resultados esta semana.
Se as expectativas para os resultados e as previsões são "muito elevadas", as empresas devem superá-las para serem recompensadas em bolsa, entende Stovall, porque "as estimativas informais são provavelmente superiores às previsões oficiais".
Hoje, Wall Street não foi afetada pelos ataques dos rebeldes iemenitas à Arábia Saudita, que fizeram subir a cotação do petróleo.
E os investidores permanecem confusos depois de um anúncio unilateral de Donald Trump sobre "um cessar-fogo energético" entre a Ucrânia e a Federação Russa.
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