Os impactos e os benefícios do elétrico 16E, entre o Terreiro do Paço e o Parque das Nações
O projeto do elétrico 16E, entre o Terreiro do Paço e o Parque das Nações, em Lisboa, é "ambientalmente viável" desde que sejam minimizados, compensados e monitorizados os impactos negativos.
Esta foi a garantia dada pela Agência Portuguesa do Ambiente durante uma sessão pública de esclarecimento promovida na segunda-feira, 14 de setembro, no âmbito da consulta pública do Estudo de Impacte Ambiental (EIA), que decorre até 30 de setembro.
Os impactos Durante a sessão foram apresentados os principais impactos identificados para o projeto, nomeadamente a necessidade de transplante de árvores, a perda de lugares de estacionamento na zona do Parque das Nações, o aumento do ruído e das vibrações, a emissão de poeiras e alterações temporárias nas acessibilidades.
Os responsáveis pelo projeto reconheceram também impactos na paisagem urbana, decorrentes da instalação das linhas, estações e catenárias, bem como possíveis efeitos na mobilidade, no bem-estar das populações e na segurança durante a fase de construção.
Segundo a informação divulgada, a necessidade de transplante de árvores abrange as várias soluções de traçado, nomeadamente na Avenida Infante Dom Henrique, Avenida Dom João II e Alameda dos Oceanos, tendo sido explicado que esses impactos, apesar de potencialmente significativos, poderão ser compensados e minimizados nas fases seguintes do projeto.
As preocupações A sessão ficou marcada por críticas e preocupações, de alguns moradores, relacionadas com a perda de lugares de estacionamento, ruído e vibrações, nas zonas habitacionais próximas do traçado.
"Vocês vão assassinar o Parque das Nações", afirmou um dos moradores, enquanto outro questionou a necessidade de introduzir mais um meio de transporte para a Baixa de Lisboa.
Os benefícios Aos impactos negativos identificados foram contrapostos os benefícios esperados com a entrada em funcionamento do 16E, nomeadamente uma redução estimada de cerca de 4.800 veículos por dia e de 124 mil toneladas de emissões de dióxido de carbono.
Os promotores sublinharam ainda que a concretização deste projeto é também uma oportunidade para requalificar a zona Oriental de Lisboa e assegurou que "deixa em aberto" futuras ligações a outras zonas da cidade.
O projeto Anunciado em abril de 2025, o projeto do elétrico 16E pretende "reforçar a ligação da zona mais oriental da cidade (Parque Tejo) ao centro de Lisboa, através de um elétrico rápido na modalidade de metro ligeiro de superfície", num percurso com cerca de 11 quilómetros (km), com 17 paragens.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.