Caixabank reforça almofadas financeiras do BPI em 950 milhões de euros
O BPI anunciou a realização de duas emissões de dívida sénior não preferencial no valor global de 950 milhões de euros para reforçar as defesas do banco face a eventuais problemas.
Ambas as operações foram subscritas integralmente pelo seu acionista, o espanhol Caixabank.
O banco liderado por João Pedro Oliveira e Costa avança para duas operações: uma de 500 milhões de euros com vencimento em novembro de 2031 e reembolso opcional em novembro de 2030 e outra de 450 milhões com vencimento em novembro de 2032 e reembolso opcional um ano antes.
As novas emissões terão taxa de cupão variável, indexada à Euribor de 6 meses acrescida de um spread de 0,81% para a emissão de 500 milhões e um spread de 0,90% para a outra emissão.
Além disso, o BPI decidiu ainda proceder ao reembolso antecipado de uma emissão de dívida sénior não preferencial de 700 milhões de euros , que também foi subscrita pelo acionista espanhol.
O banco salienta que estas operações têm por objetivo a manutenção de níveis de passivos elegíveis para MREL (Minimum Requirement for Own Funds and Eligible Liabilities), em conformidade com o permanente cumprimento do requisito regulamentar.
O requisito de MREL corresponde à almofada financeira adicional que os bancos têm de constituir para fazer face às dificuldades para, no caso de haver perdas, estes instrumentos serem absorvidos para restaurar o respetivo capital .
Este reforço visa assim fazer face ao aumento do balanço do banco, sobretudo na concessão de empréstimos.
No final de junho de 2026, o Banco BPI tinha um rácio MREL em percentagem dos RWA (Risk Weighted Assets) de 28,2% e cumpria com o requisito de MREL em vigor de 26,6%.
Após realização das novas emissões e reembolso acima referidos, o rácio MREL proforma em junho ascende a 29,4%.
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