domingo, 11 de outubro de 2026 PortaisSobre🌓
🇵🇹 PT ▾
ÚLTIMA HORA
› Atribuído aos Houthis. Pelo menos 12 mortos e 309 feridos em ataque ao aeroporto de Riade› Câmara de Vila Franca quer demolir habitações ilegais. Oposição reclama› Precisa de atestar? Saiba se é melhor fazê-lo hoje ou esperar por amanhã› Fátima como nunca a viu: fotografias inéditas revelam quase 120 anos de história› Este explorador desceu às profundezas da Madeira para descobrir o que muda quando protegemos o mar› De Macklemore a Pink, a causa palestiniana divide o mundo artístico› Lisboa sai à rua por Gaza: "O cessar-fogo continua a matar inocentes"› França prepara-se para nova vaga de protestos: estudantes prometem bloquear escolas na segunda-feira› Quem trabalha no campo também luta contra riscos invisíveis› Trump abre porta ao gasóleo russo e sugere que a Ucrânia precisa de "um novo presidente"› Atribuído aos Houthis. Pelo menos 12 mortos e 309 feridos em ataque ao aeroporto de Riade› Câmara de Vila Franca quer demolir habitações ilegais. Oposição reclama› Precisa de atestar? Saiba se é melhor fazê-lo hoje ou esperar por amanhã› Fátima como nunca a viu: fotografias inéditas revelam quase 120 anos de história› Este explorador desceu às profundezas da Madeira para descobrir o que muda quando protegemos o mar› De Macklemore a Pink, a causa palestiniana divide o mundo artístico› Lisboa sai à rua por Gaza: "O cessar-fogo continua a matar inocentes"› França prepara-se para nova vaga de protestos: estudantes prometem bloquear escolas na segunda-feira› Quem trabalha no campo também luta contra riscos invisíveis› Trump abre porta ao gasóleo russo e sugere que a Ucrânia precisa de "um novo presidente"
Economia

O choque petrolífero de 2026: Uma perda que se reparte, não se neutraliza

ECO ·
O choque petrolífero de 2026: Uma perda que se reparte, não se neutraliza

O choque petrolífero de 2026 funciona como um imposto de termos de troca: impõe ao país uma perda de rendimento real que nenhuma intervenção orçamental interna pode neutralizar.

É fundamental distinguir entre neutralizar a perda agregada, o que é impossível, e amortecer o seu impacto sobre determinados agentes, o que é uma função possível da política orçamental.

Reduzir o ISP ou o IVA para todos não elimina a perda, transfere-a para os contribuintes de hoje, se for compensada por outros impostos ou por cortes de despesa .

Para os contribuintes futuros, se for financiada por dívida e o choque se revelar persistente.

No novo enquadramento europeu, a redução de imposto agrava ainda o indicador de despesa líquida.

A política orçamental deve, por isso, amortecer o choque onde ele pesa mais, com transferências directas, fixas e temporárias que combinem rendimento e exposição energética, preservando o sinal de preço.

A relação com a política monetária é condicional: a neutralização alivia o BCE no curto prazo, mas, se for generalizada e financiada por défice, pode exigir-lhe um aperto maior no médio prazo, porque o que preocupa o banco central não é a subida inicial da energia, mas a sua propagação persistente aos restantes preços e aos salários.

1.

O choque geopolítico e a realidade irredutível dos termos de troca A crise geopolítica iniciada a 28 de Fevereiro de 2026 fechou, na prática, o estreito de Ormuz, por onde transitava cerca de um quinto do petróleo mundial, e provocou uma ruptura imediata no abastecimento energético global.

Ao mesmo tempo, os ataques ucranianos à refinação e à exportação de produtos russos reduziram a oferta de refinados, em particular de gasóleo e de combustível de aviação.

O resultado foi um duplo choque de oferta, de crude e de refinação: o Dated Brent atingiu o máximo nominal histórico de 144,68 USD por barril a 7 de Abril, o gasóleo nos Estados Unidos, referência para o mercado mundial de destilados, ultrapassou os 200 USD por barril no início de Setembro, e o BCE atribui as margens elevadas do gasóleo na União Europeia precisamente a esta conjugação.

Depois do alívio que se seguiu ao acordo de paz provisório de Junho, uma segunda vaga, desde Julho, colocou a economia europeia, com o Brent perto de 100 USD, no cenário adverso das projecções do BCE.

Para uma economia importadora líquida de energia como a portuguesa, que dependia do exterior para 64,5% da energia disponível em 2024, o encarecimento dos produtos petrolíferos não constitui uma mera oscilação conjuntural de preços, mas sim uma deterioração dos termos de troca.

Ler a notícia completa no ECO ›

Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.

Mais de ECO

Ver tudo ›

Mais em Economia

Ver tudo ›