Acusa polícias de não ajudar esfaqueado que morreu. PSP abre inquérito
P edro Almeida morreu aos 25 anos, depois de ter sido esfaqueado, em plena hora de almoço, no domingo, 16 de agosto, junto a um quiosque no Jardim do Cais do Sodré , em Lisboa.
Dias depois do homicídio - cometido por um homem que ainda está em fuga - Ângela Félix revelou, nas redes sociais, que assistiu ao crime , junto com a irmã, e que nunca esquecerá a imagem do jovem "caído no chão, a pedir ajuda, desesperado, e a esvair-se em sangue".
Mas Ângela contou ainda mais pormenores sobre o caso. Garante que houve "atraso no socorro" a Pedro e recusa em ajudar por parte de dois agentes da Polícia de Segurança Pública (PSP), que faziam gratificado no Pingo Doce, localizado perto do local onde ocorreu o assassinato.
" A ambulância demorou mais de 25 minutos a chegar, quando há um quartel de bombeiros no cimo da rua e quando foi solicitada ajuda a dois polícias de serviço no Pingo Doce da estação do Cais do Sodré, imediatamente após ele ter caído no chão, estes recusaram-se a prestar auxílio por, nas palavras deles 'estarem a fazer serviço no Pingo Doce e não na rua'", descreveu a mulher.
"Se tivesse sido assistido a tempo, e uma vida fosse mais importante que um gratificado, não tinha morrido", atirou Ângela, realçando que "não havia um único polícia na rua, a um domingo no Cais do Sodré".
O Notícias ao Minuto pediu uma reação e explicações à PSP, que revelou que a situação está a ser já investigada, mas não adiantou mais pormenores.
" Confirma-se a instauração de processo de inquérito , não sendo prestadas quaisquer declarações adicionais, em virtude de a investigação se encontrar em curso", respondeu a força de segurança.
Sobre o homicídio pouco se sabe. A PSP confirmou o esfaqueamento e a morte ao Notícias ao Minuto, ainda no domingo.
Pedro terá sido atacado, pelas 12h16, "na zona do tórax, ficando inconsciente". Ainda foi transportado para o Hospital de São José, "em estado considerado grave", mas acabou por não resistir aos ferimentos. O óbito foi confirmado pelas 13h12.
Já o suspeito, que ainda não terá sido detido, fugiu em direção ao Terreiro do Paço e entrou, posteriormente, no metro. De acordo com o Correio da Manhã, será sem-abrigo.
O caso transitou, entretanto, para a Polícia Judiciária (PJ) por se tratar de um homicídio.
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