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700 obras, 40 artistas. Uma coleção que nasce da proximidade

Observador ·
700 obras, 40 artistas. Uma coleção que nasce da proximidade

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A nossa cultura regressa ao Museu Quinta da Cruz, em Viseu. Estamos a percorrer a primeira exposição do ciclo Peter Maker, uma mostra que reúne obras de 18 artistas contemporâneos, portugueses, estrangeiros, pertencentes a diferentes gerações e com percursos distintos. Já passamos pelas duas primeiras salas e continuamos agora a nossa visita acompanhados pelo curador da exposição, Miguel Rouge, a quem eu agradeço novamente a disponibilidade. Miguel, chegamos à terceira sala, onde há claramente um jogo entre as pinturas e as esculturas, e uma coisa que salta logo à vista, que é a parede de fundo pintada de um laranja carregado. Por que esta cor laranja?

Sim, esta sala tem algumas particularidades. Primeiro, tem o teto, um pé direito muito baixo, o que impossibilita, por exemplo, de pormos uma escultura de maior dimensão, porque abafa um bocadinho, asfixia um bocadinho a escultura. E depois temos aqui à nossa frente, por exemplo, a antiga lareira da Quinta da Cruz. Surgem estes pilares de granito, por isso as características arquitetônicas desta sala são um bocadinho particulares. O laranja da parede quase que liberta um bocadinho estas restrições e permite também dar uma identidade à própria exposição, ao próprio ciclo e, por exemplo, a cor que temos nesta parede é precisamente a cor que depois temos no catálogo e na folha de sala que acompanha a exposição.

É uma identidade visual, digamos, também da coleção. E o que o Miguel destacaria na forma como estas peças ocupam e transformam a sala? Há claramente essa diferença de uma peça ficar muito diferente ao olhar, estando numa parede branca ou numa parede com cor. Mas de resto, temos várias esculturas aqui ao centro. Como é que jogam estas pinturas com estas esculturas?

Sim, esta sala faz um olhar para a escultura de pequena dimensão, que nem sempre é frequente nesses artistas. Por exemplo, na Susana Solano, no José Pedro Croft, na Monika Sosnowska, normalmente trabalham, muitas vezes trabalham, em escala grande. Aqui temos a escala reduzida. Esse é o primeiro ponto que une estas esculturas. Depois, mais uma vez, artistas diferentes em diálogo cruzados. E depois permite, por exemplo, olhando aqui para a Susana Solano, vemos um bronze maciço pintado de negro. Está aqui um jogo entre o interior e o exterior. Mais uma vez, essa questão do espaço. Podemos juntar esta obra a analisar, por exemplo, aquela pequena obra da Monika Sosnowska. Na verdade, esta é uma maquete que estava posicionada numa estrutura muito maior de escala humana, em que as pessoas andavam por essa estrutura, andavam por essa instalação e tinham no meio dessa sala uma pequena maquete para dar essa dimensão de escala. Por isso a dimensão de escala está sempre presente, a dimensão do espaço, do dentro e o fora está sempre presente. E aqui temos, por exemplo, uma obra do José Pedro Croft, uma espécie de gruta, masmorra, em que tem aqui uma portazita, que às vezes passa despercebido. E é mais uma vez essa questão do lugar, esta questão do espaço, do que está dentro, do que está fora.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.

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