Mãe mata filho de 11 meses com tiro na cara para pai não ter custódia
U ma mulher de 36 anos matou o filho de 11 meses com um tiro na cara, a 23 de dezembro do ano passado, para que o pai da criança não pudesse ter a guarda do menino. A mulher, que tinha sido acusada de rapto por ter levado o menor do Wyoming até ao Novo México, nos Estados Unidos, declarou-se culpada do crime de homicídio qualificado, no passado dia 24 de agosto.
A mulher enfrenta, assim, uma pena de prisão perpétua a cumprir no Departamento Correccional do Novo México, a pena máxima prevista para homicídio qualificado naquele estado norte-americano.
No final do ano passado, Daly levou o seu filho de 11 meses do Wyoming para o Novo México, violando uma ordem judicial que tinha concedido a custódia de emergência ao pai da criança. Na sequência de uma denúncia que dava conta de que a mulher tinha sido localizada e que tinha um mandado de detenção pendente por acusações de rapto, os agentes do Gabinete do Xerife do Condado de Grant encontram-na numa autocaravana motorizada, que estava numa propriedade rural nos arredores da Autoestrada 15.
As autoridades cercaram o veículo e, enquanto tentavam obter um mandado de busca, ouviram um tiro. Foi nesse momento que “os agentes entraram rapidamente na autocaravana e descobriram que Daly tinha matado a tiro o seu filho com uma pistola de 9 mm”.
“Após uma breve resistência, Daly foi detida e os agentes tentaram salvar a criança, levando-a às pressas para uma ambulância que aguardava no local”, mas o menino acabou por sucumbir aos ferimentos.
A mulher terá dito às autoridades que considerava que o crime tinha “valido a pena” se significasse que o pai do menino e os familiares paternos nunca tivessem acesso a ele. Além disso, afirmou acreditar que o filho “teria estado em perigo e teria sido vítima de abuso sexual se ela tivesse saído daquela caravana” e que o pai “nunca quis ter nada a ver com [ele], financeiramente, fisicamente ou emocionalmente, em momento algum”, de acordo com a People.
Numa angariação de fundos criada na plataforma GoFundMe que reverte a favor do pai do bebé, identificado como Basil Stoner, a versão é outra.
“Jake Stoner teve uma relação com Madeline Daly. Quando o casal se separou, em julho de 2024, Madeline Daly fugiu e tentou manter em segredo o local onde se encontrava e onde o bebé nasceria. Durante todo esse tempo, Madeline Daly enviava mensagens de texto aleatórias a Stoner, dizendo-lhe que ele nunca faria parte da vida do filho. Por fim, Madeline Daly foi viver para a pequena cidade de Ten Sleep, no Wyoming, para levar a gravidez a termo. Jake Stoner conseguiu comunicar com ela e esteve presente no nascimento do filho.
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