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Putin poderá avançar com mobilização secreta de militares após as eleições na Rússia

CNN Portugal ·
Putin poderá avançar com mobilização secreta de militares após as eleições na Rússia

Vladimir Putin parece manter a intenção de recorrer a uma mobilização secreta de militares após as eleições para a Duma Estatal da Rússia, que decorrem entre 18 e 20 de setembro, segundo uma análise do Institute for the Study of War (ISW). O presidente russo aparenta estar empenhado em manter o atual mecanismo de recrutamento de forças.

Fontes russas citadas pela The Economist afirmaram, no domingo, que Putin pretende enviar entre 300 mil e 400 mil soldados adicionais para a frente de batalha na Ucrânia. Segundo a análise, o líder russo poderá não precisar de anunciar uma nova vaga formal de mobilização, recorrendo antes aos governos regionais para recrutar mais militares através de mecanismos coercivos.

Apesar destes sinais, o ISW salienta que a existência de medidas destinadas a preparar uma mobilização não significa que Putin tenha tomado uma decisão iminente para convocar reservistas em larga escala. Estas medidas permitem, antes, manter essa possibilidade em aberto e avançar com a convocação quando o presidente russo considerar oportuno.

Entretanto, as autoridades russas continuam a negar publicamente a necessidade de uma mobilização involuntária. Dmitry Medvedev, vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, rejeitou na última semana qualquer plano nesse sentido, afirmando que as Forças Armadas russas dispõem de militares contratados suficientes para combater na Ucrânia.

Também o representante permanente da Rússia junto das Nações Unidas, Vasily Nebenzya, afirmou na última semana que Moscovo não necessita nem planeia realizar atualmente uma mobilização em larga escala.

Ao mesmo tempo, algumas autoridades regionais estão a recorrer a mecanismos de mobilização secreta já existentes, que pressionam cidadãos russos a assinar contratos militares.

Na região de Penza, as autoridades militares russas intensificaram desde pelo menos junho uma campanha de recrutamento, com detenções e pressão sobre homens para que assinassem contratos com o Ministério da Defesa da Rússia em cidades como Penza, Kamenka e Kuznetsk.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em cnnportugal.iol.pt — o conteúdo pertence a CNN Portugal.

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