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Este Verão use protetor solar e, também, uma razão para continuar a existir!

Diário de Notícias ·

Elon Musk deixou-nos uma mensagem de férias assente na esperança num mundo abundante mas, igualmente, na desesperança na inutilidade humana: dentro de poucos anos, a Inteligência Artificial poderá superar toda a inteligência humana somada.

E, em dez anos, a IA fará melhor do que nós praticamente tudo.

Tudo, salvo, por hipótese, ser humano.

É uma ideia perfeita para agosto.

Entre uma bola de Berlim, um mergulho e uma fila para o restaurante, podemos começar a pensar no pequeno detalhe de estarmos a construir máquinas capazes de nos tornar indispensavelmente inúteis.

Indispensáveis, porque alguém terá de desejar, escolher, amar, rir, educar, cuidar e dar sentido ao que existe.

Inúteis, porque a IA fará o relatório, escreverá o código, analisará o contrato, atenderá o cliente, conduzirá o carro e, com robôs humanoides, começará também a entrar no mundo físico.

Musk chama-lhe a passagem da inteligência digital para a capacidade de moldar átomos.

O resultado, segundo ele, poderá ser uma economia quase infinita.

Robôs a produzir bens e serviços em tal abundância que o dinheiro deixará de ser relevante.

Diria eu que bem pior, exceção para a energia, os custos de fazer o que quer que seja serão esmagados, pelo que a produção de riqueza será um quebra-cabeças.

O PIB será uma medida sem qualquer utilidade.

E entraremos, portanto, num paraíso.

Com uma pequena dúvida: o que faremos nós num mundo em que tudo pode ser feito sem nós? E como pagaremos as contas? Musk admite que o caminho será acidentado.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.

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