Independentistas do Quebeque adiam referendo até Trump deixar presidência dos EUA
A decisão descarta a possibilidade de realização de um referendo antes de 20 de janeiro de 2029, quando está previsto o fim do segundo mandato de Trump, embora o PQ mantenha a intenção de realizar o referendo, caso chegue ao poder.
"Um Governo do PQ não realizará um referendo enquanto Donald Trump for Presidente dos Estados Unidos", afirmou Paul St-Pierre Plamondon, numa mensagem divulgada nas redes sociais na terça-feira.
O líder separatista justificou a decisão com a incerteza provocada pela política norte-americana e disse que uma questão "tão crucial" como o futuro político do Quebeque precisa de condições que permitam "um debate informado e sereno".
"Esta imprevisibilidade da Administração norte-americana prejudicará o nosso processo, assim como a qualidade do debate sobre o nosso futuro como nação", acrescentou.
Por outro lado, o PQ elaborou um Livro Azul no qual especifica como funcionaria um Quebeque independente, com propostas sobre questões como a moeda, as fronteiras ou as Forças Armadas.
O PQ lidera há meses as sondagens para as eleições provinciais, embora o apoio à independência do território se mantenha minoritário. Um inquérito recente situou o apoio à soberania nos 31%, contra os 69% que votariam contra.
Investigadores canadianos indicaram esta semana que grupos associados à Rússia, assim como ao movimento MAGA (Make America Great Again), do Presidente Trump, estão a ampliar o movimento separatista da província canadiana de Alberta e a desinformar o público canadiano sobre a situação.
O responsável pelos estudos, Brian McQuinn, codiretor do Centro para Inteligência Artificial, Dados e Conflito da Universidade de Regina, no Canadá, confirmou hoje à agência de notícias espanhola EFE as atividades de `influencer` MAGA nas campanhas de desinformação e monetização do separatismo de Alberta.
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